segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ter dois lares e não ter nenhum


Muita gente que me conhece acha que eu quero viver a minha vida inteira no Japão. Acham que eu me viro bem, que gosto da vida que levo e que vou viver em terras japonesas pelo resto da vida. Nossa!! Se essas pessoas soubessem... Quando eu era adolescente, queria sair para o mundo e fazer a minha vida. Comprar uma casa, carro e formar uma família... Eu bem que lutei bastante e continuo lutando. Sempre pensei que o básico de toda pessoa que quer constituir família é ter casa própria e então priorizei meus esforços para essa meta. Minha sede de conseguir algo na vida era tanta que não medi esforços e saí de casa para ajudar a minha família (mãe e irmãos) e paralelamente construir o meu futuro. Privei-me das alegrias da juventude, das baladas, dos passeios e segui firme. Sem perceber, entrei no círculo vicioso dos que trabalham no Japão. Passo uns anos no Brasil e uns anos no Japão e assim vou tocando a vida. Pego o ritmo bem rápido em ambos os países. Não fico perdido nem lá, nem cá... Isso me ajudou a me inserir tanto no ritmo do Japão, quanto do Brasil. Sinto-me a vontade tanto lá, quanto cá... Sinto-me de certa forma, um cidadão do mundo. Neste contexto, tenho dois lares, mas as vezes sinto também que não tenho nenhum... Hoje, muitos anos depois de ter pisado pela primeira vez no Japão (Março de 1991), meu sonho é retornar ao Brasil de vez.
Tenho muitos amigos, colegas e conhecidos no Japão. Todos me são muito queridos, mas quero um dia poder entrar numa casa, olhar para ela e ter a certeza de que vou morar ali para o resto da vida. Quero ter a minha vida no Brasil onde eu possa conviver alegremente com a vizinhança, ter uma churrasqueira onde eu possa assar carne em qualquer estação do ano, ter duas ou mais vagas na minha garagem, ter um endereço fixo onde meus parentes e amigos possam me visitar. Ter uma casa que eu possa decorar sem aquela neura de que vai ser provisório... Quero poder correr na esteira ergométrica sem que algum vizinho se incomode com o barulho. Quero ver televisão, ou escutar o som sem me preocupar com a vizinhança... Quero comer pão francês fresquinho da padaria. Quero comer feijão tropeiro, polenta, feijoada, macarronada de Domingo, lazanha... Tomar caldo de cana e comer pastel de feira...
Tem horas que me dá um desespero, uma vontade de voltar para o Brasil e sair de vez deste círculo vicioso... As vezes tenho vontade de gritar: "Eu quero a minha vida no Brasil"...
Não posso negar que gosto do Japão, mas o meu coração e o meu projeto de vida está focado no Brasil. Ultimamente ando meio desanimado, mas tenho consciência de que vou ter que ralar mais alguns anos.
Para alguns autores e suas fórmulas mágicas, conquistar uma vida confortável e estabilidade financeira é coisa fácil, mas para mim é uma luta que já dura duas décadas!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Brasileiros no Japão: Testemunhas da qualidade




Durante os anos que nós brasileiros passamos no Japão, aprendemos a viver sob a cultura deles, mas preservando os nossos costumes. Aprendemos muitas normas de etiqueta que são peculiares a cultura japonesa e nos esforçamos para que haja uma integração harmoniosa e um estado constante de cooperatividade. O Japão é um país que, como o Brasil, é riquíssimo culturalmente e que tem muito para nos ensinar.
Como dekasegi, trabalhei em várias empresas ligadas a Toyota e posso afirmar com convicção que o controle de qualidade é rigorosíssimo. Todos os procedimentos de elaboração e produção de peças são estudados minunciosamente. A forma como cada operário deve produzir, checar e montar determinada peça é desenvolvida e estudada e é seguida rigorosamente para que não haja comprometimento da qualidade.
A filosofia é: Produzir e oferecer produtos de altíssima qualidade, com custo reduzido, buscando a plena satisfação do cliente. Nesse sentido, a busca obstinada pela qualidade visa não somente a satisfação como também eliminar o risco de um produto mal fabricado (furyou) causar transtornos ao cliente. O grande fantasma da indústria é a perda da credibilidade, uma vez que a concorrência é acirrada, o comprador insatisfeito pode migrar para outra marca.
Uma grande empresa ligada ao grupo Toyota é a Aisin Seiki, que produz uma série de peças que vão desde simples molduras de borracha, até complexos elementos como câmbios, bancos e afins.
É uma empresa admirável devido ao seu sistema organizacional. Como a maioria das empresas que trabalham para a Toyota, a Aisin Seiki é rígida com os seus funcionários, com o controle de qualidade e com a segurança. Quando na Admissão, os candidatos são entrevistados e passam por exame médico para checar a saúde. Tatuagens não são admitidas, mas algumas vezes passam despercebidas. Os candidatos passam três dias fazendo treinamento remunerado. Nesse período, estuda-se as normas da empresa, formas racionais de produção, segurança no trabalho e controle de qualidade.
Embora a empresa seja rigorosa por um lado, por outro há a preocupação com o bem-estar dos funcionários. A empresa inscreve todos no seguro-saúde, inclusive os dependentes. Faz eventos de confraternização. Premia os funcionários assíduos com um bônus que é depositado mensalmente e que o funcionário recebe quando sai da empresa.
Como disse anteriormente em outra postagem, não posso falar das marcas que eu não conheço, mas tive o privilégio de ver como são produzidas as peças para a Toyota. Todos estão suceptíveis ao erro, como pudemos ver anteriormente no recall do Prius, mas posso afirmar que tenho motivos para confiar na marca.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Coisas que usamos para compor nossas vidas

Estava eu esses dias reparando como os jovens superestimam grifes e outras coisas que o capitalismo nos induz a comprar. Visto de maneira prática, um produto tem que ter boa qualidade e isso está implícito no conceito de marca, ou seja, as pessoas pensam: Se é caro é bom... Ledo engano. Tem muito produto barato que tem a mesma durabilidade, ou mais que um produto de marca consolidada. Muitas vezes as pessoas não querem algo que seja durável. Querem sim o status que a marca proporciona.
Apesar de "meter o pau" no capitalismo e em seu sistema cruel, não posso negar que para o meu dia-a-dia escolho dentro das minhas possibilidades financeiras, produtos de qualidade com preços próximo do que julgo justo.
Tenho para mim a idéia de que posso viver e consumir bons produtos sem desperdiçar dinheiro. Esse conceito vai do meu vestuário, passando pelos cosméticos até a marca do meu carro.
Evidentemente, quando a ocasião exige que você vista algo sofisticado, não precisa calçar as "sandálias da humildade" e ir para um evento chique feito um molambo.
  • Por exemplo, gosto das calças da Zoomp, mas só visto as que ganho. Em matéria de calça, tenho ótimas opções como: Vakko, Lemier e Jinnurs. São calças excelentes, vestem bem e não deixam a desejar para as marcas mais caras.
  • Relógio de pulso? Para mim não precisa ser Rolex. Só precisa ser bom, bonito e durável. Ninguém merece aqueles relógios que você compra e depois de uns meses já apresentam problemas. Nesse sentido, gosto dos G-Shock da Casio. São bonitos, práticos e duráveis. Duram anos sem dar problemas.
  • Camisas? Aí também sou bem eclético. Não há necessidade de ser M.Officer. Tem muitas marcas que não são tão caras, mas que vestem super bem. Hering, Kothos, Cia Ypslon, Dorinhos...
  • Chinelos? Havaianas estão pela hora da morte, então vou de Ipanema que custa a metade do preço e é a mesma coisa.
  • Cuecas? Para mim, pode ser Zorba ou Lupo...
  • Tênis. Nike está custando um absurdo, mas comprar tênis falsificado que dura dois meses e depois fura na sola não adianta, então vou de Mizuno ou Adidas. São bons e duráveis por menos do que custa um Nike.
  • Sabonete? Gosto do Phebo e de alguns da Natura. Na falta desses não tenho problemas em usar Lux, Palmolive, Albany, Dove...
  • Pasta de Dente? Não sendo salgada pode ser qualquer uma. Tenho preferência pelo Colgate Total 12.
  • Desodorante? Gosto dos tipo Spray. Nada de Rollon... Acho meio estranho e desagradável. Para mim, sendo spray e que não tenha um cheiro desagradável, está bom.
  • Aparelho de barbear? Só da Gilette.
  • Sabão em pó? Sem conversa: OMO!!!
  • Shampoo? Qualquer um... De preferência que seja cheiroso.
  • Perfume? Kouros (Ives Saint Laurent), Calvin Klein, Denin, Horus (Natura)... Perfume é coisa pessoal, mas tem que agradar você e as demais pessoas.
  • Eletro-eletrônicos? Vários: Consul, Electrolux, Brastemp, Panasonic, Toshiba, HP, Epson, Sony...
  • Marcas automotivas? Volkswagen, Ford, GM, Toyota, Mitsubishi. Das outras não posso falar nada, pois ainda não pude experimentar.

Bem... É isso aí. Consumir com consciência, procurando não só pelo preço ou status, mas também pela qualidade. Consumir com inteligência é saudável para o bolso e para o eco sistema. Dar o devido valor sim, mas super valorizar uma marca a ponto de se tornar escravo dela, jamais!!!



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Flanelinha, uma praga que parece que não tem cura

Depois de muito tempo longe do Brasil, a gente esquece daqueles problemas sociais que parecem não ter solução. Acho melhor o indivíduo trabalhar, do que partir para o crime. O caso do flanelinha é um pouco diferente. O "trabalho" dele pode ser caracterizado como pura EXTORSÃO!!! Você chega para jantar em algum restaurante, ou para numa farmácia para comprar algo e lá vem o infeliz: " posso cuidar aí chefe?" É algo implícito, que não é dito declaradamente, mas se você não pagar para o flanelinha "cuidar" do seu carro, ele pode riscar a lataria, ou fazer coisa pior. Não bastasse o preço das coisas, a vida que anda difícil, ainda vem essa corja de vagabundos, de maneira abusiva, arrancar o nosso dinheiro. Eu me pergunto: Temos mesmo que nos sujeitar à essa situação humilhante? Até quando vamos ficar calados, sem que ninguém faça nada? Por que as autoridades não tomam providências? Eu prefiro pagar Zona Azul do que deixar um FDP desses olhar o meu carro.
A gente vê o meliante sentado na calçada. Passando o tempo, sem se importar com nada. A única preocupação dele é dizer: " podi ficá traquiloqui eu cuidu, patrão!" Fica que nem um urubú em cima da carniça quando você volta e ainda faz cara feia se você der pouco dinheiro.
Pessoas com saúde, acham melhor extorquir o cidadão do que arrumar um trabalho decente. Um absurdo!!! Muitos fazem aquela cara de coitado, mas o dinheiro nem é para sustentar a família. Certa vez um maluco desses veio me cobrar com os buracos do nariz cheios de pó.
Tem uma tarifa de 5% que a gente paga aos restaurantes (pelo menos aqui em São Paulo). Ninguém reclama. Eu também não reclamo, pois acho que o garçon educado deve ser recompensado. Agora imagina se todo mundo resolver não pagar essa taxa... "Não vou pagar essa taxa pois tem que sobrar dinheiro para pagar o FDP lá fora que está olhando o meu carro!!!" Acho que os garçons ou seu sindicato (se houver um) se mobilizariam para contornar a situação e acabar com essa canalhice. Tem passeata para tanta coisa, podiam inventar uma com o slogan "ACABEM COM OS FLANELINHAS". Acho até que se cada estabelecimento cuidar da segurança do seu perímetro, essa baixaria acabava.
Já está passando da hora da polícia descer a borracha nesses desocupados e mandá-los trabalhar!!!

Deixar a sua marca no mundo

Viver todo mundo vive, mas viver como um exemplo para de pessoa, marido, pai, avô e membro ativo da sociedade, ah isso é para poucos. Posso dizer que sinto orgulho de ter conhecido essa pessoa carismática lá na distante Montalvânia-MG. Lá ele foi um pacato comerciante, mas muito querido por todos. Sempre sorridente, tinha em seu comércio não só mercadorias, mas a sua simpatia, que oferecia generosamente. Oferecia palavras amigas e conselhos de muito valor gratuitamente, pois possuía uma riqueza de espírito e um discernimento que lhe eram característicos. As crianças das redondezas, desde a mais tenra idade já sabiam seu apelido: Delo... Isso mostra o quanto era querido. Aliás, Seu Manoel era conhecido tão somente por esse singelo apelido.
Delo era conhecido não somente por ser comerciante, mas por sua inteligência e sua forma ponderada de pensar, falar e agir. Acredito que nunca se ouviu de sua boca uma palavra ofensiva que fosse. Os filhos, parentes, amigos e conhecidos são unânimes: "Delo foi uma pessoa sensacional" dizem. Agia como um Ghandi, usando a palavra e os meios legais. Tinha verdadeiro horror à violência.
Não gostava de incomodar. Quando estava hospitalizado em Goiânia disse que se morresse lá, que podíamos enterrá-lo ali mesmo. Mesmo naquele momento, ele se preocupava em não incomodar ninguém. Mesmo naquele momento, ele mostrava um grande desprendimento, o que reafirmava para nós o seu espírito altruísta. Estava com os olhos fechados, mas consciente. Suas mãos procuravam a todo tempo as mãos da filha que o acompanhava. Na madrugada do dia 16 de Maio, deu seu último suspiro e morreu na presença de sua filha caçula. Não sentiu dores devido aos medicamentos. Teve um desencarne tranquilo. Terminava ali a sua luta contra o câncer.
Foi levado para Montalvânia, sua terra, onde era muitíssimo amado. Uma multidão compareceu ao velório, lotou a igreja da cidade e foi ao sepultamento para se despedir do bom Amigo.
Dos breves 65 anos de vida de Delo, ele nos deixou grandes lições de compreensão, de Amor e de vida. Ele deixou sua marca. Sentiremos saudades.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães

No dia 14 de Fevereiro deste ano, fez 14 anos que minha mãe se despediu deste mundo. Sua vida foi uma trajetória de muita luta e sofrimento que durou breves 51 anos. Criou quatro crianças, sendo dois dela e dois do meu padrasto. Na nossa educação, ela errou algumas vezes, acertou outras, mas a maior lição que ela nos deixou foi seu exemplo de coragem, onde ela, aparentemente frágil, lutava com grande força e vontade. Ela, por Amor ao meu padrasto, aceitou o desafio de criar quatro filhos. Nunca houve tempo ruim para ela... No tempo de esteticista, seu salão era lotado. Mal tinha tempo de comer nas Sextas e Sábados. Ainda me lembro que ela me fazia vender gelinho, milho verde, verduras... Ela ensinou-me desde cedo que a gente tem que arregaçar as mangas e ir à luta. Aos 8 anos, eu chegava da escola, pegava uma caixa e ia vender as coisas para ela. Quando nos mudamos para a nossa chácara, ela trabalhava muito para produzir frutas, verduras e tudo mais que pudesse ser cultivado na chácara. Trabalhamos muuuito nessa época. Passamos por tempos difíceis, mas ela estava sempre inventando coisas para amenizar a crise. Na década de 80, eles montaram um bar e ela atirou-se ao trabalho com o mesmo afinco de sempre. Usou a criatividade para vender bebidas e salgados. Aos poucos incrementamos o bar com uma grande varidade de salgados, doces, cachaças curtidas com os mais variados tipos de frutas e ervas. Ainda me lembro que quando ela começou a fabricar pastel, todos iam dormir, mas ela ficava até tarde enrolando a massa e temperando os recheios. Nós os filhos, sempre estavamos ali para ajudar, afinal tínhamos que ter unidade, mas ela é que sempre estava à frente das coisas, administrando tudo. Foi um tempo de relativa prosperidade. Eu sentia um certo alívio no coração, afinal minha mãe estava como queria... Com certa estabilidade financeira. Nessa época eles compraram bons carros, máquina de lavar (um luxo para a época), Televisão colorida e um Freezer novo para o bar.

De repente uma reviravolta. Meu padrasto resolve voltar para o Rio Grande do Sul. Vendeu tudo que tínhamos e comprou uma casinha mixuruca em Gravataí. O dinheiro que sobrou ele colocou na poupança, que estava rendendo cerca de 30% na época (início da década de 90). O governo Collor trancou o dinheiro de todo mundo. Ficamos sem renda, com uma casinha de madeira caindo aos pedaços, numa terra estranha, sem amigos, sem parentes... Foi um choque para todos nós. Em 1989 vivemos o pico de uma fase de estabilidade econômica e no ano seguinte estávamos duros... Estávamos caídos, mas não derrotados!!! Passada a depressão inicial, minha mãe voltou com força ao trabalho de fazer pastéis e lanches. Tivemos praticamente que começar do zero. Ela nunca ia deixar a peteca cair... Aos 20 anos, eu saí de casa para trabalhar no Japão. Com a situação preta, nem pestanejei em agarrar a chance de nos tirar do buraco. Enquanto eu lutava no Japão, minha mãe lutava no Brasil. Ela venceu muitos obstáculos na vida... Para mim foi uma verdadeira heroína. Ela lutou contra tudo, mas no final o terceiro derrame fez com que ela fechasse os olhos para sempre. Sei que como ela, existem muitas heroínas por aí, mas eu não podia deixar de prestar esta pequena homenagem à memória dela e a de tantas outras guerreiras e suas lutas anônimas.

Carmem Marisa Akiyo Murakami, onde você estiver, o meu muito obrigado por tudo que fez por nós e por tudo que você ainda significa: O exemplo de coragem, as boas lembranças e a saudade que sinto de você!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Este blog, que estava aparentemente abandonado, estava sem postagens desde Dezembro do ano passado. Naquela época, eu estava eufórico, pois estava com data marcada para o início das minhas merecidas férias. Viajei para o Brasil com a perspectiva de ficar apenas dois meses, mas aparece um probleminha aqui, outro ali... Assim a gente vai ficando. Estou no Brasil até agora!!! Inicialmente, a sensação de felicidade é uma constante, afinal, retornar ao Brasil depois de 4 anos chega a parecer um sonho. Depois tem as visitas aos parentes e amigos queridos, a comida brasileira, o clima de descontração, as viajens... Ter muitos parentes tem suas vantagens e desvantagens. Certamente é muito bom ser querido e amado, mas ter uns parentes aqui e outros tantos acolá, num país gigantesco como o nosso, é dispendioso e cansativo. Devo até me desculpar em não poder visitar todo mundo. O bom da história, é que apesar do cansaço e do gasto, a gente acaba fazendo das férias um Mix Cultural, além de fazer o social com os parentes e amigos. Dentro deste país tenho parentes e amigos em SP, PR, SC, RS MG, MT, BA e GO. Haja dinheiro, combustível e carro para rodar tudo isso!!! Na viajem ao Rio Grande do Sul, por exemplo, foram 1200 quilômetros de ida e mais 1200 para voltar. Cansativo, mas valeu a pena. Agradeço a Deus pela chance de poder rever muita gente querida e fazer a visita de paxe ao túmulo da minha mãezinha. O reencontro com pessoas queridas é coroado com a chance de conhecer mais pessoas maravilhosas. Foi muito bom conhecer as praias de Cidreira, apreciar a beleza das mulheres gaúchas deitadas sobre as areias, tomar chimarrão e curtir a hospitalidade do povo do Sul. NO caminho, a paisagem dá um show à parte, com a típica vegetação, imensas pradarias, características dos Pampas, as Araucárias no Paraná, as lindas cidades do litoral Catarinense... Tudo enche os olhos dos turistas.
Viajando para Minas, Bahia e Goiás, a gente se maravilha com a imensidão desse país. O contato com diferentes pessoas das mais diversas partes do Brasil nos dá uma idéia da diversidade cultural. Diferentes formas de pensar, de viver, de falar... A forma como enxergam e encaram a vida e o mundo. No Cerrado, o calor e as plantações de trigo, milho, mandioca, soja... Tudo passa pela janela do carro como um filme. Estradas que parecem sem-fim, com surpreendentes auroras e crepúsculos. O cheiro do mato e a brisa fora do carro. Monumentais fazendas verdejantes com o gado a pastar, parecendo um gigantesco tapete verde com incontáveis pontinhos brancos esparramados sobre a sua superfície.
Como diz a propaganda da MasterCard: "Tem coisas que o dinheiro não compra"... Imagine só uma pessoa que você não vê a anos... E quando você a encontra, ela abre o seu maior e mais belo sorriso, iluminando o rosto... Abraça você e se mostra Super-Hiper-Ultra Feliz em te ver!!! Para mim, não há palavras que consigam expressar com exatidão essa sensação de felicidade. Nos últimos meses, a cada visita, essa cena se tornou comum... Isso não tem preço!!!
Obrigado meu Deus, pelos meus pais,pelos meus parentes, pelos meus amigos, pelo meu país...