Foto: Banco de imagens do Google
Dia 14 de Fevereiro... Valentine´s Day... O dia em que as meninas presenteiam os meninos com chocolate. Algo parecido com o 12 de Junho, dia dos namorados do Brasil. Esse ano, como sempre, ganhei algumas caixas de chocolate. É sempre muito bom ser lembrado. Para mim, o mais importante nem é o chocolate em si, mas sim a manifestação de carinho do gesto.
Para mim, o dia 14 de Fevereiro é um dia triste...
Na manhã de 14 de Fevereiro, por volta das 11 horas eu estava trabalhando no atelier que mantinha em Guarulhos. O telefone toca e eu atendo. Era meu padrasto em uma ligação a cobrar do Rio Grande do Sul:
-“Alô, Denis?”
-Oi pai, tudo bem?
-“Eu tenho uma notícia triste para te dar...”
-O que aconteceu???
-“Sua mãe teve outro derrame essa noite e faleceu...”
Apesar de saber que a saúde dela era frágil... Apesar de no íntimo eu saber que isso era uma coisa que poderia acontecer a qualquer hora... Naquele instante o chão faltou sob os meus pés... Senti uma espécie de tontura e parecia que a casa havia desabado sobre a minha cabeça...Chorei descontroladamente e demorei alguns minutos para me recompor... Depois retomei a conversa e fui correndo fazer os preparativos para viajar ao sul do país e comparecer ao velório. Iniciava-se ali o dia mais triste da minha vida.
O tempo ameniza a dor mas não cicatriza totalmente esse tipo de ferida. Passei vários anos com a sensação de que ela estava me esperando para o Natal e Ano Novo...
As vezes eu preferia não lembrar desse dia, mas o Valentine´s Day é uma data bem marcada no calendário aqui do Japão. A mídia fala maciçamente sobre essa data para ajudar o comércio a vender presentes, principalmente chocolate. Agradeço muito a Deus o fato de estar no Brasil na época do passamento de minha mãe, mas penso com tristeza quantos nikkeis e dekasegis que vivem no Japão e passam pelo drama de perder seus entes mais queridos sem ao menos ter a chance de comparecer na derradeira cerimônia de despedida. Distância, tempo e dinheiro tornam-se grandes obstáculos nessas horas.
Quando a gente fica adulto e as responsabilidades pesam de uma vez sobre nossos ombros e as decepções começam a acontecer com uma frequência inesperada, a gente começa a achar que a vida vai se tornando sem-graça. Jogamos fora muitos de nossos sonhos e ilusões e a dura realidade da vida vai aos poucos frustrando a nossa esperança de alcançar a Felicidade. Parece que vamos ficando cada vez mais amortecidos para a beleza das coisas e acabamos por esquecer que a vida só faz sentido se transformarmos cada momento da nossa existência passageira em pequenos e alegres eventos. A Felicidade para a maioria de nós parece algo que estamos sempre correndo atrás, mas que, à medida que corremos, ela foge na mesma velocidade gerando um processo contínuo de busca e frustração.
Hoje, Felicidade para mim seria poder ver minha filha sempre, poder sentar numa varanda e ver o pôr do sol em seus mais variados tons de vermelho, amarelo e laranja... Poder ter tempo para sentar numa cadeira confortável e tomar uma boa xícara de chá, ou café sem me preocupar com o tempo... Poder deitar numa espreguiçadeira e devorar bons livros... Poder fazer churrasco em casa com os parentes e amigos... Caminhar pelo mato e ouvir o barulho da água dos riachos e o som dos sapos e grilos...
Enfim, deixar essa vida de trabalho e sacrifício para trás e trilhar caminhos diferentes daqueles que minha mãe trilhara outrora...
Dia desses tive o prazer de assistir O fabuloso destino de Amelie Poulan. Achei linda a mensagem e a personagem. Amelie com sua carinha meiga, mas ao mesmo tempo sapeca nos traz belas lições de vida. Assistindo ao filme lembrei que a Felicidade é um estado mental e que o prazer e a beleza da vida residem nas coisas mais simples à nossa volta.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Ano: Acaba um e começa outro...
Foto: Banco de imagens do Google
Bem... O mês de Janeiro já está no último dia e se seu bobeasse mais um pouco, não iria conseguir postar nada. Em primeiro lugar, Feliz 2012 para todos e que esse seja um ano repleto de boas realizações para todos, mas acima de tudo, que seja um ano de muita compreensão entre as pessoas, pois o que está faltando nesse mundo é a gente se por no lugar do outro e tentar sentir as limitações do outro e compreendê-lo.
Janeiro no Brasil é um mês difícil pois vem tanta conta para pagar que chega a dar uma certa sensação de desânimo... Mesmo morando no Japão, as minhas contas do Brasil vem todos os anos. O IPTU da minha casa, as despesas extras com material escolar, o IPVA do meu carro que está atrasado até eu voltar para o Brasil e colocar em dia... Depois ainda vem os boletos da prefeitura daqui de onde moro no Japão. Mais uma via crucis para pagar em tantas parcelas...
Contabilizando as perdas e lucros que tive nesse ano que se passou, acho que ainda estou no azul... Gastou-se uma grana com despesas da minha sobrinha (que graças a Deus foi embora). Eu estaria bem feliz se ela tivesse aproveitado a chance de estudar e ao menos tentar ser alguém melhor, mas não tolero malcriação e desrespeito, então já que, ou a gente deixava ela ir embora, ou ela fazia um inferno, simplesmente deixei-a ir embora...
Gastou-se uma grana com impostos dos mais variados tipos... Terei que estudar uma maneira de contornar isso.
Bem... O ano passado também me trouxe gratas surpresas... Consegui um emprego numa das melhores e mais bem conceituadas empreiteiras da minha província. Ganhei novos amigos, estou retomando meus estudos na Unip. Estudei alguns meses no Kumon. Li dois livros em japonês o que me trouxe uma alegria muito grande.
Apesar de trabalhar em dois empregos, a vida por aqui parece que me proporcionar tempo para fazer várias tarefas ao mesmo tempo.Do fundo do meu coração, desejo que este ano seja um ano de boas realizações para mim e para todos, mas quero também me centrar um pouco na questão de guardar dinheiro para realizar alguma coisa boa para mim lá na frente. As vezes me sinto como se estivesse num barco remando, remando sem sair do lugar... Ganhar dinheiro está difícil, mas guardar dinheiro está bem mais!!!
Aos amigos que estão sempre comigo, obrigado por estarem sempre por perto. Aos amigos que já não querem ser mais meus amigos, sem ressentimento... Meu coração estará sempre aqui esperando por vocês, mesmo que não voltem... O mais importante é que por algum momento interagimos e aprendemos um com o outro e assim a vida continua!!!
Aos amigos que estão sempre comigo, obrigado por estarem sempre por perto. Aos amigos que já não querem ser mais meus amigos, sem ressentimento... Meu coração estará sempre aqui esperando por vocês, mesmo que não voltem... O mais importante é que por algum momento interagimos e aprendemos um com o outro e assim a vida continua!!!
domingo, 25 de dezembro de 2011
Feliz Natal
Foto: Banco de Imagens do Google
Primeiramente, gostaria de dizer Feliz Natal para todos e manifestar os meus melhores votos de Saúde, Paz e Prosperidade.
Como Diz a Sony “No music, no life” algo do tipo Sem música não há vida. Em outras palavras, a vida fica sem-graça se não houver música. Neste mês de Dezembro aqui no Japão as lojas decoraram as vitrines e as fachadas como fazem em todos os anos. As rádios tocaram as músicas de Natal que já viraram hit como Happy Merry Cristmas da Miho Nakayama e outras que não me lembro o nome agora. O clássico Merry Xmas do John Lennon toca em todas as rádios, como não poderia deixar de ser.
http://www.youtube.com/watch?v=z8Vfp48laS8&feature=related
Ainda sinto que o espírito de Natal está meios distante de mim, assim como muitas pessoas que amo. Viver no Japão e longe da família não é fácil e especialmente nesta época fica um pouco mais triste para mim. Ainda digo Feliz Natal, porque quero tentar manter esse espírito de Natal vivo dentro de mim, mas confesso que as vezes falo somente para cumprir um protocolo. A cada ano que passa, sinto distante aquela sensação de felicidade que sentia quando vivia no Brasil.
Mudando de assunto, queria fazer uma crítica, como sempre faço em todas as minhas postagens. Aqui nesse blog, atinjo um número relativamente pequeno de pessoas, mas de maneira diferente, os artistas que são pessoas públicas conseguem alcançar uma quantidade muito grande de pessoas. Sobre suas costas pesa uma imensa responsabilidade de levar boas mensagens para as pessoas.
Lá atrás nos idos anos 60 surgiu John Lennon. Acho que talvez o mais intelectual dos Beatles. Ao contrário do que se vê hoje em dia, com “músicas” fazendo apologia ao crime, a imoralidade e as drogas, Lennon pregava a Paz, a igualdade entre as pessoas e a esperança em dias melhores. Sua obra sobrevive até hoje em obras-primas célebres como Imagine entre outras tantas canções de sucesso. Ele fez com que as pessoas parassem para pensar. E você? O que tem deixado entrar em seus ouvidos e em sua mente?
Feliz Natal!!!
Primeiramente, gostaria de dizer Feliz Natal para todos e manifestar os meus melhores votos de Saúde, Paz e Prosperidade.
Como Diz a Sony “No music, no life” algo do tipo Sem música não há vida. Em outras palavras, a vida fica sem-graça se não houver música. Neste mês de Dezembro aqui no Japão as lojas decoraram as vitrines e as fachadas como fazem em todos os anos. As rádios tocaram as músicas de Natal que já viraram hit como Happy Merry Cristmas da Miho Nakayama e outras que não me lembro o nome agora. O clássico Merry Xmas do John Lennon toca em todas as rádios, como não poderia deixar de ser.
http://www.youtube.com/watch?v=z8Vfp48laS8&feature=related
Ainda sinto que o espírito de Natal está meios distante de mim, assim como muitas pessoas que amo. Viver no Japão e longe da família não é fácil e especialmente nesta época fica um pouco mais triste para mim. Ainda digo Feliz Natal, porque quero tentar manter esse espírito de Natal vivo dentro de mim, mas confesso que as vezes falo somente para cumprir um protocolo. A cada ano que passa, sinto distante aquela sensação de felicidade que sentia quando vivia no Brasil.
Mudando de assunto, queria fazer uma crítica, como sempre faço em todas as minhas postagens. Aqui nesse blog, atinjo um número relativamente pequeno de pessoas, mas de maneira diferente, os artistas que são pessoas públicas conseguem alcançar uma quantidade muito grande de pessoas. Sobre suas costas pesa uma imensa responsabilidade de levar boas mensagens para as pessoas.
Lá atrás nos idos anos 60 surgiu John Lennon. Acho que talvez o mais intelectual dos Beatles. Ao contrário do que se vê hoje em dia, com “músicas” fazendo apologia ao crime, a imoralidade e as drogas, Lennon pregava a Paz, a igualdade entre as pessoas e a esperança em dias melhores. Sua obra sobrevive até hoje em obras-primas célebres como Imagine entre outras tantas canções de sucesso. Ele fez com que as pessoas parassem para pensar. E você? O que tem deixado entrar em seus ouvidos e em sua mente?
Feliz Natal!!!
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Que rumo estamos tomando?
Foto: Banco de imagens do Google.
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto..."
Eu ouvia essa frase constantemente do meu pai, mas só muito tempo depois descobri que seu autor foi o célebre baiano super-hiper-mega-ultra-master intelectual RUI BARBOSA. Já naquela época ele se indignava com a pouca vergonha e mau-caratismo de muitos indivíduos. Hoje tenho a impressão de que as coisas já chegaram num patamar digamos, no mínimo alarmante. Quando eu era criança, as pessoas que queriam fumar maconha, por exemplo, procuravam um terreno baldio e fumavam escondidos, longe dos olhos da sociedade. Sem fumantes passivos e sem mal exemplos para os nossos jovens.
Devo dizer que cada um cuida da sua vida, mas seria muito bom se aqueles que quisessem alimentar o seu vício o fizesse sem prejudicar os demais. Naquele tempo, o rótulo maconheiro era tão ofensivo quanto qualquer outra palavra como filho-d*-put*, ou corno.
Com o passar do tempo e a flexibilização das leis (que deveriam ser mais rigorosas para quem consome também), o indivíduo que consumia maconha escondido passou a fumar nas calçadas, nas praças e nos mais diversos lugares públicos. O imagem do maconheiro delinquente começou a ser vista pelos nossos jovens como aquele pseudo-herói, o cara descolado e rebelde que faz altas “viajens”. Assim como foram estabelecidas as regras para os fumantes convencionais... Assim como foi endurecida a lei para quem bebe e dirige, o consumo da maconha deveria ser punido quando afetasse outras pessoas. Dia desses vi na net estudantes fazendo protestos violentos, invasões e exigências, tudo porque a polícia estava tomando medidas para inibir o consumo no perímetro estudantil. Essa inversão de valores está num ponto insustentável e as pessoas de bem são obrigadas a engolir todos os dias esse tipo de atitude. Do jeito que as coisas andam, se nenhuma atitude for tomada de maneira emergencial, as coisas caminharão para o caos, bem como definiu lá atrás o nosso Rui Barbosa. Nas mãos de quem estará o futuro da sociedade? Quem serão nossos médicos, educadores, advogados, engenheiros, dentistas, políticos? Profissionais no expediente e drogados nas horas vagas? Você ficaria tranquilo se soubesse que seu filho estuda com um professor nóia? Como você se sentiria se antes de se submeter a uma cirurgia o medico falasse: “Vou dar um tapinha e já volto para te operar, viu...”
Talvez muita gente não concorde comigo, mas uma das maiores MENTIRAS que já disseram é: “Maconha não é droga.” Tão nociva quanto o álcool e o tabaco, ela destrói os neurônios, joga o indivíduo na sarjeta e rouba sua dignidade. Se você quer se drogar, o problema é seu, mas não jogue essa fumaça nos narizes das nossas crianças e não seja um falso ícone para os nossos jovens.
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto..."
Eu ouvia essa frase constantemente do meu pai, mas só muito tempo depois descobri que seu autor foi o célebre baiano super-hiper-mega-ultra-master intelectual RUI BARBOSA. Já naquela época ele se indignava com a pouca vergonha e mau-caratismo de muitos indivíduos. Hoje tenho a impressão de que as coisas já chegaram num patamar digamos, no mínimo alarmante. Quando eu era criança, as pessoas que queriam fumar maconha, por exemplo, procuravam um terreno baldio e fumavam escondidos, longe dos olhos da sociedade. Sem fumantes passivos e sem mal exemplos para os nossos jovens.
Devo dizer que cada um cuida da sua vida, mas seria muito bom se aqueles que quisessem alimentar o seu vício o fizesse sem prejudicar os demais. Naquele tempo, o rótulo maconheiro era tão ofensivo quanto qualquer outra palavra como filho-d*-put*, ou corno.
Com o passar do tempo e a flexibilização das leis (que deveriam ser mais rigorosas para quem consome também), o indivíduo que consumia maconha escondido passou a fumar nas calçadas, nas praças e nos mais diversos lugares públicos. O imagem do maconheiro delinquente começou a ser vista pelos nossos jovens como aquele pseudo-herói, o cara descolado e rebelde que faz altas “viajens”. Assim como foram estabelecidas as regras para os fumantes convencionais... Assim como foi endurecida a lei para quem bebe e dirige, o consumo da maconha deveria ser punido quando afetasse outras pessoas. Dia desses vi na net estudantes fazendo protestos violentos, invasões e exigências, tudo porque a polícia estava tomando medidas para inibir o consumo no perímetro estudantil. Essa inversão de valores está num ponto insustentável e as pessoas de bem são obrigadas a engolir todos os dias esse tipo de atitude. Do jeito que as coisas andam, se nenhuma atitude for tomada de maneira emergencial, as coisas caminharão para o caos, bem como definiu lá atrás o nosso Rui Barbosa. Nas mãos de quem estará o futuro da sociedade? Quem serão nossos médicos, educadores, advogados, engenheiros, dentistas, políticos? Profissionais no expediente e drogados nas horas vagas? Você ficaria tranquilo se soubesse que seu filho estuda com um professor nóia? Como você se sentiria se antes de se submeter a uma cirurgia o medico falasse: “Vou dar um tapinha e já volto para te operar, viu...”
Talvez muita gente não concorde comigo, mas uma das maiores MENTIRAS que já disseram é: “Maconha não é droga.” Tão nociva quanto o álcool e o tabaco, ela destrói os neurônios, joga o indivíduo na sarjeta e rouba sua dignidade. Se você quer se drogar, o problema é seu, mas não jogue essa fumaça nos narizes das nossas crianças e não seja um falso ícone para os nossos jovens.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Máquina do tempo
Foto: Banco de imagens do Google
Desde criança eu escuto falar da fantasia da máquina do tempo. Alguns filmes e livros discorrem sobre o tema e fazem as nossa mente viajar nessa possibilidade. Viajar no tempo e visitar o futuro... Ou ainda rever o passado. Seria uma experiência no mínimo interessante. Saindo do contexto da fantasia, a máquina do tempo é somente um instrumento de concepção cientificamente inviável. É um prato cheio para roteiristas como Spielberg, ou escritores como Verne. Mas, e na prática? O ser humano poderia fazer uso de um instrumento semelhante? A resposta é: Até certo ponto e de certa forma SIM!!! Muitas empresas, através de especialistas, já lançam mão de deduzir como será o futuro através de tendências e estatísticas. De maneira mais simples, também podemos imaginar o nosso próprio futuro através da observação do que vivemos hoje. Das tendências e do rumo que as coisas vão tomando. Dentro de uma visão realista, para esta nossa dimensão, essa é talvez a única forma de ver o futuro. Imaginar, ou fantasiar o futuro é outro assunto. Sim... Outro assunto, mas que não deixa de ser uma atividade agradável.
Com relação ao passado, a máquina do tempo que temos em nosso cérebro é mais eficiente, pois são coisas que já vivenciamos e que estão guardadas no fundo dos arquivos do nosso subconsciente. Esses arquivos podem ser acessados simplesmente através do ato de lembrar, ou ainda, poderão ser resgatados, ou despertados através de mecanismos como músicas, filmes, comerciais, desenhos, cheiros... Quando nossa mente é estimulada por esses agentes, a máquina do tempo que existe dentro de nós é ativada e nos transportamos mentalmente para determinada época de nossas vidas.
Existem muitas músicas que me transportam ao passado e hoje em dia eu não preciso mais arquivar nada em minhas coisas. Sempre que tenho um tempinho, busco as referidas músicas em sites como o Youtube.
Tem um perfume que sempre que sinto sua fragrância no ar, me recordo de uma determinada pessoa... Acho que todo mundo tem uma história dessas para contar.. Gosto muito do cheiro de bolinho de chuva. Sempre me lembro da minha mãe. Produtos infantis como Xampus, óleos, cremes e sabonetes me fazem voltar ao tempo em que minha filha era uma bebezinha. O cheiro de cosméticos me transporta ao tempo em que minha mãe foi esteticista. Existem muitos instrumentos que ativam a nossa máquina do tempo. Devo dizer que mesmo sendo um instrumento subjetivo, essa máquina do tempo vem com uma advertência: “Use com moderação. O mal uso desse instrumento pode agravar feridas mal-curadas e criar sequelas psicológicas”. A máquina do tempo dentro de cada um de nós é como uma faca de cozinha. Pode ser usada para o mal e para o bem. Usar essa máquina para resgatar experiências negativas nem sempre é bom, mas é altamente saudável reviver as alegrias do passado e criar boas perspectivas para o futuro!!!
Desde criança eu escuto falar da fantasia da máquina do tempo. Alguns filmes e livros discorrem sobre o tema e fazem as nossa mente viajar nessa possibilidade. Viajar no tempo e visitar o futuro... Ou ainda rever o passado. Seria uma experiência no mínimo interessante. Saindo do contexto da fantasia, a máquina do tempo é somente um instrumento de concepção cientificamente inviável. É um prato cheio para roteiristas como Spielberg, ou escritores como Verne. Mas, e na prática? O ser humano poderia fazer uso de um instrumento semelhante? A resposta é: Até certo ponto e de certa forma SIM!!! Muitas empresas, através de especialistas, já lançam mão de deduzir como será o futuro através de tendências e estatísticas. De maneira mais simples, também podemos imaginar o nosso próprio futuro através da observação do que vivemos hoje. Das tendências e do rumo que as coisas vão tomando. Dentro de uma visão realista, para esta nossa dimensão, essa é talvez a única forma de ver o futuro. Imaginar, ou fantasiar o futuro é outro assunto. Sim... Outro assunto, mas que não deixa de ser uma atividade agradável.
Com relação ao passado, a máquina do tempo que temos em nosso cérebro é mais eficiente, pois são coisas que já vivenciamos e que estão guardadas no fundo dos arquivos do nosso subconsciente. Esses arquivos podem ser acessados simplesmente através do ato de lembrar, ou ainda, poderão ser resgatados, ou despertados através de mecanismos como músicas, filmes, comerciais, desenhos, cheiros... Quando nossa mente é estimulada por esses agentes, a máquina do tempo que existe dentro de nós é ativada e nos transportamos mentalmente para determinada época de nossas vidas.
Existem muitas músicas que me transportam ao passado e hoje em dia eu não preciso mais arquivar nada em minhas coisas. Sempre que tenho um tempinho, busco as referidas músicas em sites como o Youtube.
Tem um perfume que sempre que sinto sua fragrância no ar, me recordo de uma determinada pessoa... Acho que todo mundo tem uma história dessas para contar.. Gosto muito do cheiro de bolinho de chuva. Sempre me lembro da minha mãe. Produtos infantis como Xampus, óleos, cremes e sabonetes me fazem voltar ao tempo em que minha filha era uma bebezinha. O cheiro de cosméticos me transporta ao tempo em que minha mãe foi esteticista. Existem muitos instrumentos que ativam a nossa máquina do tempo. Devo dizer que mesmo sendo um instrumento subjetivo, essa máquina do tempo vem com uma advertência: “Use com moderação. O mal uso desse instrumento pode agravar feridas mal-curadas e criar sequelas psicológicas”. A máquina do tempo dentro de cada um de nós é como uma faca de cozinha. Pode ser usada para o mal e para o bem. Usar essa máquina para resgatar experiências negativas nem sempre é bom, mas é altamente saudável reviver as alegrias do passado e criar boas perspectivas para o futuro!!!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Alimento para o Intelecto e para a Alma
Apesar da vida corrida e cansativa que todos nós levamos, principalmente aqui no Japão, onde se vive a filosofia nipônica de dedicação ao trabalho, há de se buscar relaxamento físico e psicológico para recompor o organismo do desgaste diário. Uma boa pedida é exercitar o cérebro através da leitura. Sim, quando você lê algumas linhas de algum panfleto ou revista e já cansa, é um sinal claro de que o seu cérebro está ficando preguiçoso. É falta de exercitá-lo através de leitura e exercícios. Jogos como o Xadrez, ou outros que exijam raciocínio ajudam na manutenção dessa máquina pensante maravilhosa que temos dentro de nossas cabeças. Estudos indicam que as pessoas que resolvem palavras cruzadas, ou que lêem com frequência, são menos suceptíveis aos efeitos degeneradores da idade. Também tem menor probabilidade de desenvolver o mal de Parkinson. A leitura obriga os neurônios a trabalhar para processar as mais diversas informações, assim quando lemos, nos transportamos para dentro do enredo e nossa mente gera as mais diversas imagens e acessa informações que estão armazenadas muitas vezes lá no fundo do nosso arquivo psíquico. Outra questão básica é o teor daquilo que lemos. O ideal é exercitar a mente através da leitura e alimentar o intelecto e a alma com temas edificantes e prazeirosos. Nada mais chato do que ler coisas que não nos interessam, mas nada mais destrutivo e nocivo à mente do que alimentá-la com lixo. Exatamente. Nós somos o que comemos. Se nos alimentamos de maneira saudável, nosso corpo será forte e sadio. Pode se dizer que somos o que comemos. Fazendo-se uma analogia, também podemos dizer que somos o que absorvemos. Tudo o que lemos e adquirimos como bagagem mental passa a tornar-se parte do nosso eu interior, da nossa mente e influencia diretamente no nosso caráter. Portanto é preciso ter cuidado com as coisas que deixamos entrar pelas portas do nosso cérebro:
*Olhos: Devemos ter cuidado com o que os nosso olhos vêem, seja na forma de filme, seja na forma de leitura... Os olhos são as principais janelas da Alma.
*Ouvidos: A segunda principal janela da Alma Humana são os ouvidos. Devemos vigiar o que escutamos, seja na forma de fofoca, seja na forma de música...
Através dessas duas janelas devemos filtrar as informações que vamos admitir em nossas mentes. Tenho visto muitas pessoas por aí que não filtram as informações e alastram boatos (muitas vezes sem fundamento) e acabam transformando uma grande mentira numa grande pseudo-verdade. Particularmente, acho que mesmo que a informação seja verdadeira, temos que cuidar para que ela não seja como uma pedra jogada na multidão. Não se sabe quantas pessoas ela vai ferir. Uma informação que não acrescenta nada (de bom) não vale a pena ser passada para frente.
Voltando ao assunto leitura, gostaria de recomendar às pessoas do meu círculo de amizade e aos leitores deste modesto blog os livros:
*O Vendedor de Sonhos - O Chamado
*O Vendedor de Sonhos - A Revolução dos Anônimos
*O Semeador de Idéias
Todos do mesmo autor. Augusto Cury. Sei que gosto cada um tem o seu, mas acho que a grande maioria vai gostar da mensagem e do enredo, que diga-se de passagem é fantástico. O personagem central é um homem misterioso, mas ao mesmo tempo carismático, como aquele que idealizamos como compartilhador da sociedade. Espero que pelo menos alguns de vocês leiam e compartilhem as idéias comigo. Será um prazer. Assim como me sinto imensamente comprazido em compartilhar minhas idéias e dentro de certos aspectos ajudar o meu próximo. A vida já é dura o suficiente para que façamos dela um fardo pesado. Na verdade é melhor viver construindo um mundo e deixá-lo colorido para nós e para os outros, do que viver num mundo cinza e sem-graça. Já me decepcionei muito com as pessoas, mas tenho certeza de que as pessoas que me decepcionaram fazem parte de uma ínfima minoria.
domingo, 16 de outubro de 2011
Nós e a evolução
Foto: Banco de imagens do Google
Muito tem se falado de evolução desde que Darwin contrariou a igreja e expôs suas idéias. Nós, seres humanos viemos de um processo constante de evolução. A tendência é evoluirmos muito mais ainda em vários setores da atividade humana. Tanta evolução e muitos de nós ainda insistimos em ficar enclausurados no casulo da ignorância. Apesar da tendência natural do ser humano em teimar em não aceitar novas situações e se adaptar aos novos panoramas em que a vida civilizada vai se encontrando, desde cedo aprendemos que aqueles que não acompanham as mudanças vão ficando para trás... Sim e depois não adianta lamentar porque o sistema é cruel e que a vida é injusta... Muitos de nós absorvemos rapidamente as novas tecnologias. As crianças conseguem dominar todas as funções dos novos celulares e computadores portáteis. Uma quantidade gigantesca de informações percorre a internet e gira o mundo a todo momento... Quem não quis acompanhar pelo menos algumas das mais importantes novidades tecnológicas foi ficando para trás... Hoje, palavras como Know-how, business, up-grade, etc, já não são mais novidades para a nova geração. Os novos termos como Twitter, tablet, podcast, etc, já fazem parte do vocabulário da moçada. Na contra-mão da evolução, no entanto, existem palavras que foram aprendidas, mas que com o passar do tempo foram esquecidas... Palavras básicas, mas com significado profundo como: OBRIGADO, POR FAVOR, COM LICENÇA, DESCULPE, POR GENTILEZA, etc...
Evoluimos muito com a ajuda da ciência, mas tenho a impressão que estamos ficando cada vez mais mal-educados.
Ainda me lembro das primeiras edições do Rock´in Rio. Quiseram fazer um festival de Rock memorável como aqueles do passado. Chamaram grandes bandas de Rock do mundo inteiro e também do Rock nacional. Foi um grande sucesso. A fórmula deu certo e o nome do evento (Rock´in Rio)se consolidou. Com o passar do tempo, o festival que originalmente era para ser de Rock começou a receber outros estilos. Sim... Era a mudança dos tempos. Um festival dessa magnitude pode e deve ser mais eclético, mas contrariando o rótulo, o Pop e até ritmos distantes do Rock foram sendo incorporados. Foi um choque e as pessoas relutaram em aceitar a mudança. Ainda me lembro da apresentação do Carlinhos Brown... Um grande músico, representando o Brasil e suas raízes foi vaiado e pior, levou uma chuva de garrafas pet e latas de refrigerante...Nós os próprios brasileiros aplaudimos os gringos e escurraçamos um compatriota!!! Nesta última edição do Rock´in Rio, houve uma pequena quantidade de “gente” que vaiou a Claudia Leite. Fico pensando o que os artistas estrangeiros devem pensar do nosso povo...
Está mais do que na hora das pessoas perceberem que o Rock´in Rio não é mais só para roqueiros. Os tempos são outros e há espaço para todos. O nome do evento que deu certo vai ficar e pelo jeito ainda vão fazer outros festivais como o Rock´in Rio Lisboa(???), mas eles poderiam mudar o nome para algo do tipo: Rio international Music Festival... Agora, o que precisa ser mudado mais urgentemente é a educação e a mentalidade das pessoas. Estamos avançando no mundo da tecnologia, mas estamos deixando para trás o que nos torna seres sociáveis... A Educação!!! Vamos aceitar as mudanças, sair do casulo da ignorância e voar como borboletas que vivem o mundo de maneira intensa.
Muito tem se falado de evolução desde que Darwin contrariou a igreja e expôs suas idéias. Nós, seres humanos viemos de um processo constante de evolução. A tendência é evoluirmos muito mais ainda em vários setores da atividade humana. Tanta evolução e muitos de nós ainda insistimos em ficar enclausurados no casulo da ignorância. Apesar da tendência natural do ser humano em teimar em não aceitar novas situações e se adaptar aos novos panoramas em que a vida civilizada vai se encontrando, desde cedo aprendemos que aqueles que não acompanham as mudanças vão ficando para trás... Sim e depois não adianta lamentar porque o sistema é cruel e que a vida é injusta... Muitos de nós absorvemos rapidamente as novas tecnologias. As crianças conseguem dominar todas as funções dos novos celulares e computadores portáteis. Uma quantidade gigantesca de informações percorre a internet e gira o mundo a todo momento... Quem não quis acompanhar pelo menos algumas das mais importantes novidades tecnológicas foi ficando para trás... Hoje, palavras como Know-how, business, up-grade, etc, já não são mais novidades para a nova geração. Os novos termos como Twitter, tablet, podcast, etc, já fazem parte do vocabulário da moçada. Na contra-mão da evolução, no entanto, existem palavras que foram aprendidas, mas que com o passar do tempo foram esquecidas... Palavras básicas, mas com significado profundo como: OBRIGADO, POR FAVOR, COM LICENÇA, DESCULPE, POR GENTILEZA, etc...
Evoluimos muito com a ajuda da ciência, mas tenho a impressão que estamos ficando cada vez mais mal-educados.
Ainda me lembro das primeiras edições do Rock´in Rio. Quiseram fazer um festival de Rock memorável como aqueles do passado. Chamaram grandes bandas de Rock do mundo inteiro e também do Rock nacional. Foi um grande sucesso. A fórmula deu certo e o nome do evento (Rock´in Rio)se consolidou. Com o passar do tempo, o festival que originalmente era para ser de Rock começou a receber outros estilos. Sim... Era a mudança dos tempos. Um festival dessa magnitude pode e deve ser mais eclético, mas contrariando o rótulo, o Pop e até ritmos distantes do Rock foram sendo incorporados. Foi um choque e as pessoas relutaram em aceitar a mudança. Ainda me lembro da apresentação do Carlinhos Brown... Um grande músico, representando o Brasil e suas raízes foi vaiado e pior, levou uma chuva de garrafas pet e latas de refrigerante...Nós os próprios brasileiros aplaudimos os gringos e escurraçamos um compatriota!!! Nesta última edição do Rock´in Rio, houve uma pequena quantidade de “gente” que vaiou a Claudia Leite. Fico pensando o que os artistas estrangeiros devem pensar do nosso povo...
Está mais do que na hora das pessoas perceberem que o Rock´in Rio não é mais só para roqueiros. Os tempos são outros e há espaço para todos. O nome do evento que deu certo vai ficar e pelo jeito ainda vão fazer outros festivais como o Rock´in Rio Lisboa(???), mas eles poderiam mudar o nome para algo do tipo: Rio international Music Festival... Agora, o que precisa ser mudado mais urgentemente é a educação e a mentalidade das pessoas. Estamos avançando no mundo da tecnologia, mas estamos deixando para trás o que nos torna seres sociáveis... A Educação!!! Vamos aceitar as mudanças, sair do casulo da ignorância e voar como borboletas que vivem o mundo de maneira intensa.
Assinar:
Postagens (Atom)






