terça-feira, 12 de agosto de 2025
Você conhece a Publisko?
quinta-feira, 20 de março de 2025
1991 - A história da mídia brasileira no Japão é um livro que, como indica o título, mostra a trajetória do jornalismo e dos veículos de informação brasileiros no Japão. A história do jornalismo feito na garra, com os recursos que se tinha na época é parte da trajetória dos braslileiros que foram para o Japão, primeiro na condição de decasséguis e, mais atualmente na condição de imigrantes. Desde que se iniciou o processo migratório em massa de brasileiros para a Terra do Sol Nascente, todos viviam isolados e a carência de notícias do Brasil e até mesmo do Japão se tornou um grande problema. A barreira do idioma contribuiu fortemente para que o panorama das notícias do Japão e do mundo fosse inacessível para os brasileiros através dos jornais e noticiários japoneses. Com o tempo, as comunidades de cidadãos brasileiros passaram a se organizar e a instauração de várias mídias teve início. Toda carência sempre terá os pioneiros, aqueles que se movimentam antes de todo mundo, aqueles que deram os primeiros passos tanto nas questões de notícias e informações, como nos segmentos de utilidade pública, entretenimento e anúncios. A história da mídia brasileira se mescla e se confunde com a história dos decasséguis. As comunidades foram sofrendo mudanças, muitas vezes, orquestradas pelos ventos da necessidade ou das crises. A obra em questão é um verdadeiro registro que contribui fortemente para resgatar essa história, tanto do jornalismo e das mídias, quanto da comunidade brasileira. Muitas tentativas, muitas lutas, fases de sucesso e muitos fracassos, mas isso tudo só vem para reafirmar o dito popular sobre a nossa brava gente... Somos brasileiros e não desistimos nunca!
Em tempo, ganhei o meu exemplar autografado do próprio jornalista Ewerthon Tobace, que é uma pessoa muito gentil e que faz parte dessa história.
O livro foi publicado em 2018, no âmbito das comemorações dos 110 anos de imigração japonesa no Brasil e contou com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Consulado Geral do Brasil em Tóquio e a distribuição foi gratuita.
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O evento também teve a cobertura das mídias brasileiras, entre elas o Portal Mie e a Altenativa
https://alternativa.co.jp/eventos/168579/ciranda-literaria-e-cultural-em-hamamatsu/
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
O autor da obra, Luiz Nakano, é interprete Português-Japonês-Espanhol e atua no sistema Judiciário no Japão. Trabalhando há muitos anos na área, Luiz é uma autoridade e referência quando se trata de traduções. Atendeu muitos casos extremamente complexos envolvendo estrangeiros e conhece como poucos o sistema judiciário japonês. O colecionador de crimes revela fatos e nuances que somente quem vive a rotina dos tribunais japoneses conhece, mas Luiz Nakano vai além e narra não somente os atos hediondos cometidos, como também traz à tona as circunstâncias e o lado humano de cada acusado, seus traumas, sua formação familiar, muitas vezes tóxica, e as motivações por trás da barbárie. Histórias de vidas permeadas de abandono, de carência e de incompatibilidade com uma sociedade que é extremamente exigente e que pune com severidade aqueles que não se ancaixam no sistema. Por se tratar de uma obra não-ficcional, a descrição dos crimes dá a sensação de um soco no estômago e as pessoas mais sensíveis talvez tenham que fazer algumas pausas para respirar. O livro é embasado em informações oficiais, traz estatísticas e, apesar de tratar de um assunto incômodo, é muito bem escrito, com uma linguagem fluída que prende o leitor até a última página.
Conheci o autor pessoalmente e comprei o meu exemplar que ele gentilmente autografou para mim. Luiz Nakano, apesar de ser um grande intérprete e tradutor e exercer um cargo de extrema importância dentro do Ministério da Justiça japonês, é um homem muito educado, acessível e gentil.
Li, gostei e super recomendo!!!
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
Estranhos semelhantes
Caros amigos, mais uma boa sugestão de livro.
Estranhos Semelhantes é um belo apanhado de crônicas cotidianas que falam do ser humano e de seu comportamento dentro da sociedade. Leitura gostosa e envolvente, que prende e nos instiga a ler mais e mais para chegar logo no capítulo seguinte, como aquela sensação gostosa de maratonar uma série.
Ricardo Félix nos encanta e nos presenteia com esse trabalho que demonstra grande sensibilidade na descrição das pessoas, dos lugares e da vida. Podemos identificar muitas situações que podem ocorrer ao nosso redor em muitos contos, alguns bem curtinhos, mas com um teor profundo e cheio de reflexões. Li, gostei muito e super recomendo!!!!!
E-book disponível no site da Amazon. Livro físico disponível na Letras Virtuais Editora www.letrasvirtuais.com.br
domingo, 18 de fevereiro de 2024
Vale sob o luar
Vale Sob o luar, escrito por Fernanda Egger.
Gente, quando comecei a procurar obras de autores nacionais, sempre fui meio que, com o pé atrás. Infelizmente, é uma loteria garimpar livros internet afora para desfrutar de uma boa literatura. Mas prometi a mim mesmo abandonar o famoso complexo de vira-lata. É... aquele velho sentimento de que os autores gringos são melhores do que os Nacionais. Nessa minha jornada, tenho encontrado muitos autores maravilhosos e tenho me deparado com muitas surpresas literárias. Tem muito livro gringo ruim, assim como tem muito livro nacional bom... Tudo é uma questão de gosto e de ponto de vista. Nessa minha jornada literária, tenho conhecido o trabalho incrível de autores brasileiros que estão aí, perseverando e promovendo a arte, a cultura e a Literatura, bandeiras pesadas e que exigem muito amor pela arte de escrever.
Hoje quero falar um pouco sobre um trabalho que acabei de ler. Trata-se de VALE SOB O LUAR, da autora Fernanda Egger. O quero trazer não é uma sinopse, tampouco uma resenha, mas uma opinião sobre o livro sem dar muito spoiler, o que poderia diminuir a experiência de quem quer ler o livro.
A sinopse encontra-se no site da Amazon https://www.amazon.co.jp/VALE-LUAR-Portuguese-FERNANDA-EGGER-ebook/dp/B09G8ZSJR2
Laura, uma policial vai para uma pequena cidade no interior do Rio para investigar os assassinatos em série cometidos por um maníaco que se auto intilula Lobisomem. Confesso que comecei a ler sem muitas expectativas, mas à medida em que ia avançando na trama, fui ficando amarrado de forma que fiquei ansioso para saber o que aconteceria nas páginas seguintes e assim, sucessivamente. Luis, o parceiro de investigação é o tipo de galã clichê, um clichê muito bem aplicado, diga-se de passagem, visto que ele encanta não só a protagonista, mas também o leitor que acaba simpatizando com o policial bonitão e protetor. Aliás, tudo o que uma mulher espera de um homem. Luís tem os olhos claros, tem o corpo em forma, é sagaz e, além de morar sozinho num chalé aconchegante, sabe cozinhar muito bem.
A história é narrada em primeira pessoa e a personagem enfrenta o tempo todo conflitos internos sobre trabalho, ética e a tentação de se apaixonar por seu parceiro. Soma-se a tudo isso a vontade ferrenha de resolver o caso. Muitos dos pensamentos da protagonista conversam conosco, às vezes gritam, expressos de maneira muito feminina. Laura é uma mulher fascinante, esperta, inteligente e muito corajosa. Usa de seu charme para se inserir em posições privilegiadas dentro da investigação. Já quase no final, quando penso que a autora nos dará um descanso mental com um Happy end, há ainda mais um embate extra para quebrar a sensação de conforto do leitor. O talento da escritora Fernanda Egger faz com que uma fórmula comum de trama policial se desenrole de modo dinâmico, prendendo o leitor do início ao fim da trama.
Li, amei e super recomendo!!!
sábado, 15 de abril de 2023
O encontro com um grande autor
O grande escritor ITAMAR VIEIRA JUNIOR está no Japão para o lançamento de seu livro TORTO ARADO (曲がった鋤)leia-se "magatta suki" e com o apoio e a realização do Consulado do Brasil de Hamamatsu e da Unip, deu uma palestra maravilhosa e gentilmente compartilhou suas experiências e respondeu as perguntas dos presentes.
Um homem de fala mansa, de ar gentil e extremamente intelectualizado, fala com muita sensibilidade sobre sua vivência no INCRA e o contato chocante com as mazelas do país, especialmente nos lugares onde tais situações são ignoradas pelo resto do mundo. De maneira generosa e simpática, ele nos falou sobre sua trajetória com Torto arado, uma obra que obteve a façanha de ser laureada com três dos mais importantes prêmios literários: LeYa, Oceanos e Jabuti.
Apesar do tom ponderado, Itamar Vieira Junior exala perspiácia e é muito certeiro em suas respostas. Está surfando uma onda maravilhosa de sucesso e fama, mas em nenhum momento escorregou em qualquer manifestação de arrogância ou estrelismo, o que o torna ainda maior como escritor, como pessoa e como ser humano.
Se eu já tinha uma grande admiração e simpatia pelo escritor, agora sou um fã incondicional e, para mim, é um orgulho saber que esse homem surge para colocar o Brasil sob os holofotes novamente.
No Brasil, uma boa parte dos leitores ainda está presa à velha mentalidade "vira-lata", aquele conceito de que os autores estrangeiros são melhores. Com a pandemia, muitos novos escritores surgiram, o que afirmou ainda mais a teoria de que autores brasileiros são ruins. Felizmente, depois da era Paulo Coelho, eis que surge Itamar Vieira Junior para trazer a literatura nacional contemporânea de volta ao lugar que ela merece: nas estantes e nas prateleiras do mundo!!!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
Aprendendo com os erros e acertos
A versão física do livro se esgotou rapidamente e em 2021 a obra foi revisada pela Editora Letras Virtuais (https://www.letrasvirtuais.com.br/) e ganhou uma versão e-book para Kindle, tablets e smartphones: https://www.amazon.com.br/dp/B091687SF5










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