Quando comecei a fazer faculdade no Japão, não contava com o período de estágio obrigatório que teria que cumprir. Caso eu trabalhasse em fábrica, teria que dar um tempo no trabalho e partir para o estágio. Talvez fazer o estágio no Brasil na pior das hipóteses. Para o meu desespero, haviam duas grandes barreiras: 1- Conciliar o trabalho que exerço com os horários de estágio. 2- A falta de instituições brasileiras de ensino no território japonês.
Tentei em algumas escolas da minha região e as portas finalmente se abriram para mim na rede ESCOLA ALEGRIA DE SABER. Aproveito a oportunidade para agradecer a diretora na pessoa da professora Conceição Aparecida Matoba que tão gentilmente permitiu que eu faça o estágio na unidade de Hekinan. Obrigado à professora Kerli Nagahama de Português e ao professor Augusto Aguiar de Inglês por toda a paciência e apoio. Estendo também meus agradecimentos aos outros professores: de matemática, informática, ciências, artes e japonês pelo companheirismo, respeito e gentileza com que me tratam.
Bem... Fazia muito tempo que não pisava numa escola. A última vez que entrei num ambiente educacional foi em 2005, quando obtive a licença do Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (CREF) para ministrar aulas de Karatê. Na época, dei aulas de Karatê no Colégio Paulo Freire (Jardim São João) e Colégio Vitoreli (Parque Estela), ambos em Guarulhos. Foi uma experiência de vida muito bacana e que marcou muito.
Hoje, quase uma década depois, sinto novamente aquele friozinho na barriga ao encarar uma experiência totalmente nova em minha vida. De certa forma viajo e em alguns momentos volto no meu tempo de estudante. Reparo em muitas coisas que sempre existiram nas escolas: As picuinhas, os bons amigos, as amigas que não desgrudam, os bagunceiros, os aplicados, a turma do fundão, os que esquecem as apostilas em casa... As vezes me dá uns flashbacks e me vejo na escola onde estudei. Lembro-me dos meus queridos professores e de muitos episódios que marcaram de maneira profunda na minha memória.
As vezes fico rindo sozinho quando lembro das típicas perguntas que os alunos fazem:
"...é para copiar? vai cair na prova? vale ponto? é para resolver tudo?..."
Escola brasileira no Japão é um desafio para a direção, para os pais e principalmente para os alunos. Somos brasileiros aprendendo coisas fundamentais do ensino acadêmico, mas estamos deslocados do nosso habitat natural: O Brasil. No caso da Escola Alegria de Saber, o material didático é muito bom. As apostilas do sistema COC são as mesmas usadas no Brasil e aliam o ensino de matérias elementares unindo assuntos atuais e de relevância social, como meio ambiente e vivência em sociedade. A escola é bem estruturada e as dependências são bem cuidadas. Confesso que me surpreendi com tudo, pois é tudo muito diferente daquela imagem distorcida que eu tinha das escolas brasileiras no Japão. O desafio é ensinar coisas do Brasil para brasileiros que vivem fora dele. Muitos alunos não estão por dentro do panorama sócio, político e econômico do Brasil e não entendem alguns conteúdos relacionados com atualidades e conhecimentos gerais. Por sorte, os professores são muito aplicados e estão acostumados com essa falta de conhecimento dos alunos e se desdobram em várias explicações que vão além do assunto abordado. Hoje não sei como anda o ensino no Brasil, mas na escola onde faço estágio, os alunos consideram os professores e a imagem deles ainda inspira respeito. Vejo os alunos se aplicando no sentido de somar pontos para a média através de trabalhos e preenchimento dos questionários das apostilas.
Meus professores tiveram influência direta nas questões de aquisição de conhecimento e no processo de amadurecimento da minha mentalidade. Hoje reconheço que a importância desses profissionais na sociedade influencia de maneira consistente a formação dos cidadãos que mais tarde sucederão os adultos de hoje que serão os idosos de amanhã. Vejo como missão e obrigação inserir na mente dos jovens que a educação é o caminho para a formação e capacitação dos futuros profissionais. É a forma que temos de escapar do círculo vicioso de nos tornarmos trabalhadores sem o estatus de uma profissão que gere segurança. Parabéns aos pais que incentivam seus filhos a estudar. Parabéns aos professores engajados na causa da Educação e finalmente, parabéns aos alunos que estão trilhando o difícil caminho do aprendizado e reescrevendo a sua própria história.
Escola brasileira no Japão é um desafio para a direção, para os pais e principalmente para os alunos. Somos brasileiros aprendendo coisas fundamentais do ensino acadêmico, mas estamos deslocados do nosso habitat natural: O Brasil. No caso da Escola Alegria de Saber, o material didático é muito bom. As apostilas do sistema COC são as mesmas usadas no Brasil e aliam o ensino de matérias elementares unindo assuntos atuais e de relevância social, como meio ambiente e vivência em sociedade. A escola é bem estruturada e as dependências são bem cuidadas. Confesso que me surpreendi com tudo, pois é tudo muito diferente daquela imagem distorcida que eu tinha das escolas brasileiras no Japão. O desafio é ensinar coisas do Brasil para brasileiros que vivem fora dele. Muitos alunos não estão por dentro do panorama sócio, político e econômico do Brasil e não entendem alguns conteúdos relacionados com atualidades e conhecimentos gerais. Por sorte, os professores são muito aplicados e estão acostumados com essa falta de conhecimento dos alunos e se desdobram em várias explicações que vão além do assunto abordado. Hoje não sei como anda o ensino no Brasil, mas na escola onde faço estágio, os alunos consideram os professores e a imagem deles ainda inspira respeito. Vejo os alunos se aplicando no sentido de somar pontos para a média através de trabalhos e preenchimento dos questionários das apostilas.
Meus professores tiveram influência direta nas questões de aquisição de conhecimento e no processo de amadurecimento da minha mentalidade. Hoje reconheço que a importância desses profissionais na sociedade influencia de maneira consistente a formação dos cidadãos que mais tarde sucederão os adultos de hoje que serão os idosos de amanhã. Vejo como missão e obrigação inserir na mente dos jovens que a educação é o caminho para a formação e capacitação dos futuros profissionais. É a forma que temos de escapar do círculo vicioso de nos tornarmos trabalhadores sem o estatus de uma profissão que gere segurança. Parabéns aos pais que incentivam seus filhos a estudar. Parabéns aos professores engajados na causa da Educação e finalmente, parabéns aos alunos que estão trilhando o difícil caminho do aprendizado e reescrevendo a sua própria história.

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