quinta-feira, 9 de junho de 2011

BULLYING = IJIME

Desenho: Banco de imagens do Google Existem problemas que passam de geração em geração. A cada geração porém, as pessoas se dão conta de que algo tem que ser feito. O Bulliyng é algo tão antigo e está em todos os lugares. Cabe a cada um de nós fazermos alguma coisa para que esse problema não se propague. Crianças que tem problemas de relacionamento e famílias mal estruturadas em geral são protagonistas de atos terríveis contra aqueles que são obrigados a compartilhar o mesmo ambiente. Não posso deixar de citar que o caráter e a predisposição à maldade são fatores que contribuem grandemente para tais demonstrações de imaturidade. Um outro fator que também deve ser considerado é o excesso, ou a falta de afeto. Se por um lado a falta de compreensão e carinho levam uma criança a tornar-se menos sociável, o excesso de afeto e a extrema permissividade podem transformar uma criança num monstro capaz de coisas que surpreenderiam até os educadores mais experientes.
Aqui no Danchi onde moro tem um garoto desse naipe. Terrível, no mínimo é uma palavra que talvez melhor se ajuste à sua pessoa. Tem cerca de 11, ou 12 anos. Acha-se no direito de bater nos mais fracos e falar desaforos para as meninas. Vive acuando os mais pequenos e se julga acima de qualquer regra. Já agrediu até a professora em sala de aula. A mãe parece que faz conivência com as atitudes dele, pois ao que me parece, recebeu as reclamações da escola com extrema insatisfação, sempre procurando defender o seu rebento. Ontem, minha sobrinha, que estuda na mesma sala chegou chateada pois o referido indivíduo deu uma joelhada nas costas dela... Essa inexplicável agressividade gratuita pode causar danos nos outros alunos que são obrigados a conviver junto com ele. Danos físicos e psicológicos. Conversei com a direção da escola e fui informado que o tal moleque é muito problemático, mas que eles estão fazendo o possível para doutriná-lo. Na minha opinião ele deveria ser colocado numa instituição própria para crianças com o perfil dele. Ele já foi visto surrando um garoto menor. Quando foi indagado do porquê de tal agressão, ele se defendeu dizendo que foi provocado. Acho inadmissível os pais desse garoto não tomarem nenhuma providência. Ontem abordei-o na rua. Dei uns toquinhos com a mão no ombro dele para chamar sua atenção e mostrando minha sobrinha disse-lhe em japonês: Não é para tocar nela!!! Não é para falar com ela!!! Entendeu???!!! Ele na sua arrogância virou a cara como se o assunto não lhe dissesse respeito. Então dei mais uns toquinhos no ombro dele (coisa do tipo “ei, estou falando com você”) e disse-lhe: Endendeu??? Na hora ele pegou o celular e disse para apessoa que o atendeu: “Tem um cara aqui... Chegou e me empurrou e bateu em mim...”
Incrível como esse tipo de criança maldosa sabe fazer papel de vítima.
Já ouvi falar de japoneses fazendo Ijime com brasileiros, mas um garoto brasileiro fazendo ijime com outras crianças brasileiras é a primeira vez.
A direção da escola me informou que vai conversar com a família do famigerado garoto. “Yousu o mimashou” foi o que eles disseram. Algo do tipo: “Conversaremos com a família e vamos aguardar para ver como as coisas se desenrolam.”
Espero que a escola resolva, caso contrário, teremos que passar pelo dissabor de ter que conversar diretamente com os responsáveis por ele, ou pior... Ir à polícia, ou coisa semelhante.
Prefiro resolver as coisas da maneira mais civilizada, mas acho que a justiça está aí para isso. Não somente eu, mas todas as pessoas que não toleram a truculência do Bullying podem e devem fazer algo antes que o mal não tenha mais conserto.

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