Na era da internet, mesmo os mais tímidos encontraram espaço para interagir dentro da sociedade e buscar pessoas com interesses semelhantes. Ainda me lembro que antigamente, para se abordar uma garota era preciso puxar papo, empreender uma boa conversa... Tempos atrás, mais precisamente em Janeiro de 2010, fui com minha filha passear no Rio Grande do Sul. Um garoto de talvez 13, ou 14 anos me abordou e começou a fazer perguntas sobre a minha filha: “Nossa, aquela menina é parente sua? Como ela se chama? Quantos anos ela tem?” Eu, de maneira amigável sugeri-lhe: Por que você não pergunta o MSN dela? “É mesmo, não tinha lembrado disso!!!” Hoje a interação virtual é mais fácil do que uma abordagem cara a cara. Na frente de um monitor e um teclado, as pessoas sentem-se mais a vontade para puxar conversa.
Hoje, com a internet, e principalmente com as redes sociais, muitas pessoas interagem entre si num fenômeno nunca antes visto pela humanidade. O Orkut foi uma febre entre os brasileiros, mas o Facebook mostrou uma fórmula mais interessante e a grande maioria acabou migrando para lá. Hoje o Facebook é a ferramenta na qual reencontramos velhos amigos, conhecemos novas pessoas, damos e recebemos notícias do cotidiano... A rede também é palco para troca de informações, para filosofar de maneira erudita e popular, para divulgar e denunciar...
Confesso que adoro passar longos minutos no Face, vendo notícias que muitas vezes nos chegam pela rede social antes dos noticiários. Vejo as pessoas postando frases inteligentes, as vezes engraçadas. Em muitas ocasiões me pego rindo sozinho.
Para quem vive do lado de cá do planeta, o Face proporciona uma grande interação não só com quem vive no arquipélago, mas também com os familiares e amigos no Brasil.
Indubitavelmente, o Facebook contribui para que o mundo se torne mais pequeno.
Via de regra, todo fenômeno de grandes proporções também tem o seu lado ruim. Costumo comparar a internet a uma faca de cozinha. A faca de cozinha, usada de maneira apropriada traz benefícios às pessoas, visto que pode ser usada para descascar frutas e legumes, picar alimentos diversos e cortar carne. Esse instrumento, porém, pode ser usado para fazer o mal. Com a internet e, porque não dizer com o Facebook, a analogia se encaixa perfeitamente.
Uma das coisas mais nocivas que tenho observado na rede social é a disseminação de mentiras, que uma grande legião de desinformados se encarrega de propagar de maneira irresponsável.
Deveria haver uma campanha de conscientização que levasse as pessoas a analisar as informações antes de disseminá-las. Quantos prejuízos financeiros e emocionais são causados por mentiras e calúnias que são jogadas na rede!!! Tão facilmente como se sela uma amizade, de forma parecida, um mal-entendido no Face pode destruir uma relação.
Uma das coisas que me incomoda muito no Face é a tal da corrente. Uma idiotice que inventaram há muito tempo e que ganhou vários formatos na era digital. Muita gente não sabe, mas a corrente tem uma fórmula: Dissemine o que estou dizendo, ou algo de ruim vai te acontecer. Um outro formato parecido é a chantagem do tipo: Compartilhe se você ama a Deus, se não, só olhe. Muita gente que se diz contra as correntes cai nesse tipo de chantagem infantil. Uma modalidade de corrente que cresce a cada dia é aquela que mostra a foto de uma criança com alguma doença e alega que o Facebook vai pagar algum valor para cada compartilhamento. Pura balela!!! Não entendo o prazer sarcástico que algumas pessoas têm de espalhar esse tipo de palhaçada!!! Pior... O primeiro indivíduo que criou o post e jogou na rede...
Não sou contra a denúncia, mas não gosto de imagens chocantes de pessoas acidentadas, gente mutilada, animais torturados, bebês abortados e outras bizarrices que as pessoas postam. Todo esse lixo é ocultado da minha linha do tempo.
Acho que contribuir para um mundo melhor é propagar informações úteis de maneira sadia e responsável e interagir com o mundo oferecendo o que temos de bom.
OBS: Nós brasileiros precisamos nos aprofundar um pouco mais no estudo do nosso próprio idioma!!! Isso é constatado de maneira gritante no modo como a maioria de nós redige.

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