Foto: Banco de imagens do Google
Quando a gente é criança, tende a ouvir determinadas palavras, ou termos e interpretá-los ao pé da letra. A primeira vez que ouvi o termo ''chá de bebê'', achei que iam pegar a água da banheira e fazer chá, rsrsrsrs... Sei lá, algum tipo de simpatia...
Um dia minha mãe me disse que a Quarta-feira de cinzas acontece depois do carnaval. Quarta-feira "de cinzas"? A ideia que me vem na cabeça até hoje é um gari varrendo toda aquela bagunça de confetes, serpentinas e todo o lixo que as pessoas jogam na rua... Junta tudo num canto e toca fogo... Daí as cinzas... Essa imagem mental se afirmou em minha mente de tal forma, que quando imagino o fim de algo, não consigo dissociar da questão de queimar e transformar em cinzas...
Quando eu era criança, sentia uma espécie de entusiasmo com a proximidade do final do ano. Apesar da infância pobre, minha mãe sempre fazia algo especial. Assava frango, fazia salada de batatas. Alguns amigos vinham comemorar com a gente. Era uma época em que o meu inferno doméstico de certa forma dava uma trégua... Eram os poucos momentos em que me sentia Feliz de verdade. Não era somente por causa da comida, mas pela reunião, pela alegria dos risos espontâneos e por saber que apesar de tudo, estávamos comemorando o nascimento de Jesus. Eu agradecia a Ele por tudo aquilo de bom, mesmo que por alguns dias... Imaginei que depois de adulto, apesar de toda a luta, ao menos a alegria de comemorar o Natal e o Ano Novo eu teria... Ledo engano. As vezes acho que não sou dono do meu destino. Conto nos dedos as poucas vezes que comemorei alguma coisa. Até certo ponto da minha vida eu me conformava, visto que trabalhava e sonhava com dias melhores. Hoje percebo que remei muito e me privar de algumas dessas alegrias não valeu a pena. As pessoas talvez nunca saberão o quanto esse tipo de coisa é importante para mim. Hoje até eu mesmo me incomodo com a minha apatia diante da vida, sabe por quê? Por que percebi que até uns poucos meses atrás eu trabalhei muito, mas não fui reconhecido. Fiz muitos sacrifícios, mas parece que as coisas passaram a não mais valer a pena. Parece que eu estou somente trocando seis por meia-dúzia e empurrando a minha vida ano após ano nesse país que se tornou a minha segunda pátria, mas que não me deixa Feliz. Agradeço muito a Deus pela chance de vir para cá e ter tido condições de construir a minha vida, mas vejo que a cada dia, eu estou morrendo por dentro, mas ninguém está nem aí. Na verdade cansei de servir de instrumento nas mãos de todo mundo. Ontem ouvi algo sobre mim que me deixou muito chateado:
"O Denis não ajuda as pessoas por que ele é bom, mas porque o ego dele precisa de aplausos..."
Na verdade, eu fico chateado, mas já não me decepciono com mais ninguém. Esses ano, ouvi tanta merda que a cota de sandices vindas de outrem já extrapolou.
Já faz dois dias que o Natal passou. Hoje é o meu último dia de trabalho na Belltech neste ano. Como nos anos anteriores, meu Natal foi uma bosta, e a previsão para o Ano Novo parece que não será diferente. Não fosse a empresa me dar um bolo de final de ano, o meu Natal teria passado em branco. Tudo bem, vou lutar e esperar por dias melhores. Quero me programar para ir embora em definitivo no primeiro semestre do ano que vem, se Deus me ajudar. No momento, só me resta varrer as cinzas do Natal.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
Visita ao Museu da Telha
Foto: Arquivo pessoal
Localizado na cidade de Takahama, bem no cruzamento da ponte de Handa, encontrei por acaso, o Museu da Telha... Fiquei curioso e achei que seria interessante conhecer mais esse lugar, não só para acumular horas de atividades complementares para a faculdade, mas também para colher impressões sobre um museu tão peculiar. O prédio, bonito e de linhas modernas guarda uma das tradições da região. Ali, na região onde ficam as cidades de Takahama, Handa e Hekinan, existem muitas fábricas de telhas que produzem seus produtos a muitas gerações e desenvolveram um forte Know-how no segmento. A região produz telhas para o consumo do país inteiro. Bem em frente à escola em que faço estágio atualmente (Escola Alegria de Saber), tem uma fábrica de telhas com um galpão cuja fachada diz: 屋根技術研究所 (Yane Gijutsu Kenkyu-jo) = Laboratório de tecnologia em telhas. Isso mostra o quanto os japoneses são minuciosos com os produtos que produzem.
Localizado na cidade de Takahama, bem no cruzamento da ponte de Handa, encontrei por acaso, o Museu da Telha... Fiquei curioso e achei que seria interessante conhecer mais esse lugar, não só para acumular horas de atividades complementares para a faculdade, mas também para colher impressões sobre um museu tão peculiar. O prédio, bonito e de linhas modernas guarda uma das tradições da região. Ali, na região onde ficam as cidades de Takahama, Handa e Hekinan, existem muitas fábricas de telhas que produzem seus produtos a muitas gerações e desenvolveram um forte Know-how no segmento. A região produz telhas para o consumo do país inteiro. Bem em frente à escola em que faço estágio atualmente (Escola Alegria de Saber), tem uma fábrica de telhas com um galpão cuja fachada diz: 屋根技術研究所 (Yane Gijutsu Kenkyu-jo) = Laboratório de tecnologia em telhas. Isso mostra o quanto os japoneses são minuciosos com os produtos que produzem.
Um fato que é gritante com relação a atividade de produzir telhas, é que não é só uma questão de fabricar, mas de criar peças artesanais, mesmo que em grande quantidade, com um grande apelo estético. Notamos a preocupação não somente com a parte prática, que é cobrir edificações, mas também a parte estética, onde telhas em conjunto com elementos de tapar frestas e peças de caráter decorativo formam conjuntos harmoniosos, concebendo um resultado que salta aos olhos. Os japoneses são extremamente supersticiosos e a arte, religião e conceitos de Feng-shui se refletem de maneira clara também em sua arquitetura.
No Japão, as casas são construídas dentro de determinados padrões, observando-se os pontos cardeais. Em casas antigas e mesmo templos, mansões e castelos, podemos encontrar figuras de peixes, carrancas e outros animais. Muitos desse elementos guardam a significação contida nos símbolos japoneses, como a carpa que remete à ideia de força, coragem e persistência. Alguns telhados possuem detalhes como a flor de Lótus, que indica pureza e iluminação. O macaco, que significa inteligência e astúcia. Uma imagem muito comum é o Oni, carranca de demônio que é colocada nos telhados para fastar os mal espíritos. Contraditório, né.
(Fotos: Google imagens)
Pessoal, desculpem as imagens. Algumas fotos tirei com o meu I-fone, mas infelizmente dentro do Museu não é permitido tirar fotos, então tive que complementar usando imagens do site do Museu.
Para quem quiser conferir mais algumas impressões sobre o museu, segue o link:
O museu abre espaço para outras exposições e é um programa cultural relativamente barato. O estacionamento é gratuito. A exposição da ala de telhas custa meros 200 Ienes (menos do que duas latinhas de Coca-cola). Caso o visitante queira visitar a exposição itinerante da época, mais a exposição das telhas a entrada sai por 600 Ienes. Estudantes até o ginasial não pagam.
Na ala de exposições estão amostras de telhas de vários templos famosos. Podemos observar que a telha na antiguidade era artigo de luxo e não estava acessível para qualquer pessoa, visto o requinte com que eram produzidas. Podemos encontrar telhas esculpidas em material semelhante à pedra, telhas de porcelana, telhas com acabamento semelhante à louça e muitos outros tipos. Por se tratar de material encomendado aos artesãos da época não é de se admirar que muitas edificações tenham telhas exclusivas
Para quem está a procura de emoções, ou diversão, o Museu da Telha não é a melhor opção. Um visitante menos atento pode fazer a visita em 15 minutos. Para aproveitar a visita, é necessário estar com a mente aberta e receptiva às impressões. É necessário paciência e desprendimento para sentir todas as nuances e perceber cada detalhe dessa arte milenar. Ao menos para mim, a visita foi válida pelo acréscimo de informações e de bagagem cultural. Uma pena as peças estarem expostas dentro de vitrines. Meus dedos coçam de vontade de tocar e sentir a textura.
Além do Museu, o visitante poderá desfrutar o jardim ao redor do edifício com peças artísticas decorando o ambiente. Há também um templo ao lado onde há uma estátua que me pareceu ser um Buda. Vale a pena dar uma esticada, pois o ambiente nos transmite um ar de Paz e serenidade.
domingo, 24 de novembro de 2013
Varrendo a sujeira para fora da minha vida
Foto: Banco de imagens do Google.
Nossa, já fazia um tempo que não postava nada aqui. Sempre que posto, faço um pequeno aviso no Facebook e anexo o link para facilitar o acesso. Desculpem os amigos e as poucas pessoas com intelecto que acompanham esse modesto blog, mas além da correria que já enfrento normalmente, ainda há o estágio que faço na EAS de Hekinan, os conteúdos da faculdade que tenho que manter em dia e os trabalhos que tenho que desenvolver.
Como se não bastassem todos os percalços de percurso, ainda tive um problema sério com um ex-parente que me desestabilizou de maneira profunda. Se é que existe esse termo ex-parente...Se não existe, acabei de inventar. Viver no Japão já não é fácil, mas com alguém atravancando o meio de campo, a missão torna-se ainda mais penosa. Sabe aquele lixo que você junta as vezes dentro de casa? Então... Temos que jogá-lo fora para que o ambiente fique limpo. Com o referido ex-parente fiz isso... Aliás, já faz tempo que deixei de escabelar por causa das pessoas. Estou assumindo uma nova postura e fazendo uma faxina na minha vida. Vivendo no Japão a gente tem uns parentes que só vê quando volta ao Brasil. Até hoje eu me arrependo de ter ajudado essa pessoa a vir para cá. Tanta fofoca, tanta intriga e tanta falsidade. O erro da gente é pensar que por que nós somos bondosos com tal pessoa, ela vai nos tratar com o mesmo respeito e consideração.
Hoje, estou pedindo encarecidamente para os meus parentes e amigos que não me perguntem pelo Toninho. Não gosto de ficar me auto referindo, mas eu sempre estive ao lado dele quando precisou de mim. Sempre abri as portas da minha casa quando ele precisou. Sempre me preocupei com ele e com os filhos que ele abandonou no Brasil... Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não esperava nada em troca. Esperava sim: Respeito e consideração... Só isso. Ele me desrespeitou dentro da minha própria casa, traiu minha confiança e a confiança da namorada dele. Não sei o que ele disse para ela, para explicar a sua falta de vergonha e caráter, mas eu digo: Ou ela é muito ingênua (para não dizer burra) de continuar com ele, ou ela é tão mal caráter e sem vergonha quanto ele para aceitar as coisas que ele fez, do jeito que fez e ainda desejar juntar o dinheiro dela com o dele e viver uma vida em comum lá no Brasil. A vida deles não é da minha conta, mas é com esse crápula que ela quer viver o resto da vida? Vai fundo minha filha e faça bom proveito. O dia em que ela descobrir quem ele é, será tarde!!! O pior é ele sair por aí tentando dizer que eu sou um mal caráter... Quem é ele para falar do meu caráter? Quanta hipocrisia!!! A todos eu digo: Não há a necessidade de eu ficar falando certas coisas, mas é só analisar as atitudes de cada um para ver quem é quem. Tenho que pedir desculpas por essa lavação de roupa suja, mas as vezes encontro as pessoas na rua e não quero ficar dando longas explicações, por isso resolvi contar por alto o que aconteceu.
É por essas e por outras que o Toninho MORREU para mim. Repito: Não me perguntem mais do Toninho. Não quero saber se ele está bem, se está mal, ou se morreu. Espero que Deus o ilumine para que ele NUNCA mais precise de mim e para que ele arranje um lugar bem bacana para morar, BEM LONGE de mim, para que eu não tenha que passar pela experiência desagradável de olhar para a cara dele. Na atual circunstância eu sou capaz de dar-lhe um soco nas fuças!!!
Bem... Acho que agora está explicada a situação aos meus amigos e parentes, assim, a imagem de antipático que as pessoas tinham de mim não era por acaso.
Quando eu morrer, prefiro ser enterrado como indigente, do que tê-lo em meu velório...
Nossa, já fazia um tempo que não postava nada aqui. Sempre que posto, faço um pequeno aviso no Facebook e anexo o link para facilitar o acesso. Desculpem os amigos e as poucas pessoas com intelecto que acompanham esse modesto blog, mas além da correria que já enfrento normalmente, ainda há o estágio que faço na EAS de Hekinan, os conteúdos da faculdade que tenho que manter em dia e os trabalhos que tenho que desenvolver.
Como se não bastassem todos os percalços de percurso, ainda tive um problema sério com um ex-parente que me desestabilizou de maneira profunda. Se é que existe esse termo ex-parente...Se não existe, acabei de inventar. Viver no Japão já não é fácil, mas com alguém atravancando o meio de campo, a missão torna-se ainda mais penosa. Sabe aquele lixo que você junta as vezes dentro de casa? Então... Temos que jogá-lo fora para que o ambiente fique limpo. Com o referido ex-parente fiz isso... Aliás, já faz tempo que deixei de escabelar por causa das pessoas. Estou assumindo uma nova postura e fazendo uma faxina na minha vida. Vivendo no Japão a gente tem uns parentes que só vê quando volta ao Brasil. Até hoje eu me arrependo de ter ajudado essa pessoa a vir para cá. Tanta fofoca, tanta intriga e tanta falsidade. O erro da gente é pensar que por que nós somos bondosos com tal pessoa, ela vai nos tratar com o mesmo respeito e consideração.
Hoje, estou pedindo encarecidamente para os meus parentes e amigos que não me perguntem pelo Toninho. Não gosto de ficar me auto referindo, mas eu sempre estive ao lado dele quando precisou de mim. Sempre abri as portas da minha casa quando ele precisou. Sempre me preocupei com ele e com os filhos que ele abandonou no Brasil... Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não esperava nada em troca. Esperava sim: Respeito e consideração... Só isso. Ele me desrespeitou dentro da minha própria casa, traiu minha confiança e a confiança da namorada dele. Não sei o que ele disse para ela, para explicar a sua falta de vergonha e caráter, mas eu digo: Ou ela é muito ingênua (para não dizer burra) de continuar com ele, ou ela é tão mal caráter e sem vergonha quanto ele para aceitar as coisas que ele fez, do jeito que fez e ainda desejar juntar o dinheiro dela com o dele e viver uma vida em comum lá no Brasil. A vida deles não é da minha conta, mas é com esse crápula que ela quer viver o resto da vida? Vai fundo minha filha e faça bom proveito. O dia em que ela descobrir quem ele é, será tarde!!! O pior é ele sair por aí tentando dizer que eu sou um mal caráter... Quem é ele para falar do meu caráter? Quanta hipocrisia!!! A todos eu digo: Não há a necessidade de eu ficar falando certas coisas, mas é só analisar as atitudes de cada um para ver quem é quem. Tenho que pedir desculpas por essa lavação de roupa suja, mas as vezes encontro as pessoas na rua e não quero ficar dando longas explicações, por isso resolvi contar por alto o que aconteceu.
É por essas e por outras que o Toninho MORREU para mim. Repito: Não me perguntem mais do Toninho. Não quero saber se ele está bem, se está mal, ou se morreu. Espero que Deus o ilumine para que ele NUNCA mais precise de mim e para que ele arranje um lugar bem bacana para morar, BEM LONGE de mim, para que eu não tenha que passar pela experiência desagradável de olhar para a cara dele. Na atual circunstância eu sou capaz de dar-lhe um soco nas fuças!!!
Bem... Acho que agora está explicada a situação aos meus amigos e parentes, assim, a imagem de antipático que as pessoas tinham de mim não era por acaso.
Quando eu morrer, prefiro ser enterrado como indigente, do que tê-lo em meu velório...
sábado, 19 de outubro de 2013
O significado da palavra EDUCAÇÃO
Foto: Banco de imagens do Google
Vivendo no Japão a gente perde a noção do tempo e acaba por se desacostumar com questões sérias do dia a dia. Questões como a violência, o vandalismo, a corrupção... Tudo isso flui da internet nos dando um choque de realidade aqui no outro lado do mundo.
Semana passada, um vídeo que se tornou viral na internet chocou a mim e a tantas outras pessoas pelo mundo afora. O caso da tentativa de assalto que acabou frustrada por um policial que estava passando na hora e que impediu a ação do bandido foi assunto até na mídia japonesa.
Para as poucas pessoas que não viram o vídeo, segue o link:
http://www.youtube.com/watch?v=ABvd4rZ1sqE
Abaixo o link da chamada no noticiário japonês:
http://www.youtube.com/watch?v=y2Zy35xCsMw
A que ponto que chega a desonestidade. Tomar bens alheios que foram comprados com o sacrifício de trabalho honesto. Tenho uma posição firme e opinião formada com relação a esse tipo de coisa: Ladrão, assaltante e vagabundo não deveriam ir para a cadeia... Para quê? Para a família dele ser sustentada pelo auxílio reclusão que o governo paga com o dinheiro que nós injetamos nos cofres públicos na forma de impostos diversos? Para ele ser mais uma boca na escola do crime que o cidadão sustenta? Sim... Os presídios hoje são a escola do crime. O sujeito entra lá, associa-se na cooperativa do crime, as famílias pagam uma taxa para esse “sindicato” que torna-se cada dia mais forte. Todas as despesas geradas por um detento são pagas pelo Estado que tira esse dinheiro de onde mesmo? Do bolso do cidadão honesto e que paga seus impostos!!!
Essa legião de vagabundos deveria pagar suas despesas com trabalho. O sistema prisional necessita de uma reforma, para que o indivíduo saia de lá capacitado a se reintegrar na sociedade. Há um grande desperdício nos anos em que esses elementos passam aprendendo coisas ruins, ao invés de se instruírem e aprenderem uma profissão.
Um dia ouvi uma frase, que não me lembro a autoria:
“...se esses homens conseguem cavar túneis com uma colher, imagina o que fariam com uma pá!!!”
O problema da criminalidade não é de hoje, mas está se agravando cada vez mais por duas causas que são as matrizes de todas as mazelas do nosso país:
A corrupção começa no próprio sistema, que foi modelado de maneira a pagar salários e benefícios absurdos aos nossos políticos. Na imunidade parlamentar e na certeza da impunidade. Na lentidão e na burocracia do sistema, que demora a condenar, mas que, quando condena, abre brechas em seu código para se recorrer e assim ficar empurrando o processo com a barriga. Na certeza de que tudo vai terminar em pizza... A corrupção é a mãe de todas as outras desgraças do nosso país. O dinheiro em quantidades vertiginosas que vai para o bolso de pessoas sem escrúpulos faz falta na Educação, na saúde, na segurança, no bem-estar social e no saneamento!!!
Na outra ponta dessa fogueira temos a falta de Educação, que é uma chama que cresce a cada dia e que pode acabar por dizimar a lenha da sociedade.
A palavra Educação (com “E” maiúsculo mesmo) tem um significado muito mais amplo do que esse que estamos acostumados a entender. Ela engloba não só as questões de formação escolar e acadêmica, mas também a formação do caráter dos nossos cidadãos. Educação começa em casa, no ensino dos valores que são as diretrizes de uma sociedade decente. Educação é o conjunto das coisas boas que aprendemos com a família somado a todos os conhecimentos que adquirimos no decorrer de nossa vida escolar e porque não dizer no decorrer de toda uma vida.
Voltando ao caso do assaltante, teve gente esclarecida que chegou a dizer: “...ele é uma vítima da sociedade, que não lhe deu chances...”
Desculpem-me o pessoal (muitas vezes babaca) da defesa dos direitos “humanos”, mas dou o meu apoio quando se trata da defesa legítima dos Direitos Humanos, mas culpar a sociedade pela atitude daqueles que preferem o caminho mais “fácil” é inadmissível.
O sujeito não estava passando fome. Eles tinham uma moto, provavelmente roubada, tinham dinheiro para comprar gasolina, corrente, bermudas bonés e moletons... Tinham disposição para roubar, então certamente tinham condições de trabalhar honestamente também!!!
Voltando agora ao assunto Educação, a importância dela se manifesta muito fortemente neste ponto: Pessoas honestas e decentes que mesmo passando por dificuldades, nunca abandonam seus valores morais. Conheço gente que mora na favela, trabalha e estuda. Batalha por um futuro melhor sem optar pela vida do crime. O Brasil vai entrar para o nível dos países de primeiro mundo quando conseguirmos controlar a corrupção e valorizarmos mais a Educação. É mais desejável investir em escolas do que em presídios.
Vivendo no Japão a gente perde a noção do tempo e acaba por se desacostumar com questões sérias do dia a dia. Questões como a violência, o vandalismo, a corrupção... Tudo isso flui da internet nos dando um choque de realidade aqui no outro lado do mundo.
Semana passada, um vídeo que se tornou viral na internet chocou a mim e a tantas outras pessoas pelo mundo afora. O caso da tentativa de assalto que acabou frustrada por um policial que estava passando na hora e que impediu a ação do bandido foi assunto até na mídia japonesa.
Para as poucas pessoas que não viram o vídeo, segue o link:
http://www.youtube.com/watch?v=ABvd4rZ1sqE
Abaixo o link da chamada no noticiário japonês:
http://www.youtube.com/watch?v=y2Zy35xCsMw
A que ponto que chega a desonestidade. Tomar bens alheios que foram comprados com o sacrifício de trabalho honesto. Tenho uma posição firme e opinião formada com relação a esse tipo de coisa: Ladrão, assaltante e vagabundo não deveriam ir para a cadeia... Para quê? Para a família dele ser sustentada pelo auxílio reclusão que o governo paga com o dinheiro que nós injetamos nos cofres públicos na forma de impostos diversos? Para ele ser mais uma boca na escola do crime que o cidadão sustenta? Sim... Os presídios hoje são a escola do crime. O sujeito entra lá, associa-se na cooperativa do crime, as famílias pagam uma taxa para esse “sindicato” que torna-se cada dia mais forte. Todas as despesas geradas por um detento são pagas pelo Estado que tira esse dinheiro de onde mesmo? Do bolso do cidadão honesto e que paga seus impostos!!!
Essa legião de vagabundos deveria pagar suas despesas com trabalho. O sistema prisional necessita de uma reforma, para que o indivíduo saia de lá capacitado a se reintegrar na sociedade. Há um grande desperdício nos anos em que esses elementos passam aprendendo coisas ruins, ao invés de se instruírem e aprenderem uma profissão.
Um dia ouvi uma frase, que não me lembro a autoria:
“...se esses homens conseguem cavar túneis com uma colher, imagina o que fariam com uma pá!!!”
O problema da criminalidade não é de hoje, mas está se agravando cada vez mais por duas causas que são as matrizes de todas as mazelas do nosso país:
- A corrupção;
- A falta de Educação.
A corrupção começa no próprio sistema, que foi modelado de maneira a pagar salários e benefícios absurdos aos nossos políticos. Na imunidade parlamentar e na certeza da impunidade. Na lentidão e na burocracia do sistema, que demora a condenar, mas que, quando condena, abre brechas em seu código para se recorrer e assim ficar empurrando o processo com a barriga. Na certeza de que tudo vai terminar em pizza... A corrupção é a mãe de todas as outras desgraças do nosso país. O dinheiro em quantidades vertiginosas que vai para o bolso de pessoas sem escrúpulos faz falta na Educação, na saúde, na segurança, no bem-estar social e no saneamento!!!
Na outra ponta dessa fogueira temos a falta de Educação, que é uma chama que cresce a cada dia e que pode acabar por dizimar a lenha da sociedade.
A palavra Educação (com “E” maiúsculo mesmo) tem um significado muito mais amplo do que esse que estamos acostumados a entender. Ela engloba não só as questões de formação escolar e acadêmica, mas também a formação do caráter dos nossos cidadãos. Educação começa em casa, no ensino dos valores que são as diretrizes de uma sociedade decente. Educação é o conjunto das coisas boas que aprendemos com a família somado a todos os conhecimentos que adquirimos no decorrer de nossa vida escolar e porque não dizer no decorrer de toda uma vida.
Voltando ao caso do assaltante, teve gente esclarecida que chegou a dizer: “...ele é uma vítima da sociedade, que não lhe deu chances...”
Desculpem-me o pessoal (muitas vezes babaca) da defesa dos direitos “humanos”, mas dou o meu apoio quando se trata da defesa legítima dos Direitos Humanos, mas culpar a sociedade pela atitude daqueles que preferem o caminho mais “fácil” é inadmissível.
O sujeito não estava passando fome. Eles tinham uma moto, provavelmente roubada, tinham dinheiro para comprar gasolina, corrente, bermudas bonés e moletons... Tinham disposição para roubar, então certamente tinham condições de trabalhar honestamente também!!!
Voltando agora ao assunto Educação, a importância dela se manifesta muito fortemente neste ponto: Pessoas honestas e decentes que mesmo passando por dificuldades, nunca abandonam seus valores morais. Conheço gente que mora na favela, trabalha e estuda. Batalha por um futuro melhor sem optar pela vida do crime. O Brasil vai entrar para o nível dos países de primeiro mundo quando conseguirmos controlar a corrupção e valorizarmos mais a Educação. É mais desejável investir em escolas do que em presídios.
domingo, 6 de outubro de 2013
Escolas brasileiras no Japão
Foto: Banco de imagens do Google
Quando comecei a fazer faculdade no Japão, não contava com o período de estágio obrigatório que teria que cumprir. Caso eu trabalhasse em fábrica, teria que dar um tempo no trabalho e partir para o estágio. Talvez fazer o estágio no Brasil na pior das hipóteses. Para o meu desespero, haviam duas grandes barreiras: 1- Conciliar o trabalho que exerço com os horários de estágio. 2- A falta de instituições brasileiras de ensino no território japonês.
Tentei em algumas escolas da minha região e as portas finalmente se abriram para mim na rede ESCOLA ALEGRIA DE SABER. Aproveito a oportunidade para agradecer a diretora na pessoa da professora Conceição Aparecida Matoba que tão gentilmente permitiu que eu faça o estágio na unidade de Hekinan. Obrigado à professora Kerli Nagahama de Português e ao professor Augusto Aguiar de Inglês por toda a paciência e apoio. Estendo também meus agradecimentos aos outros professores: de matemática, informática, ciências, artes e japonês pelo companheirismo, respeito e gentileza com que me tratam.
Bem... Fazia muito tempo que não pisava numa escola. A última vez que entrei num ambiente educacional foi em 2005, quando obtive a licença do Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (CREF) para ministrar aulas de Karatê. Na época, dei aulas de Karatê no Colégio Paulo Freire (Jardim São João) e Colégio Vitoreli (Parque Estela), ambos em Guarulhos. Foi uma experiência de vida muito bacana e que marcou muito.
Hoje, quase uma década depois, sinto novamente aquele friozinho na barriga ao encarar uma experiência totalmente nova em minha vida. De certa forma viajo e em alguns momentos volto no meu tempo de estudante. Reparo em muitas coisas que sempre existiram nas escolas: As picuinhas, os bons amigos, as amigas que não desgrudam, os bagunceiros, os aplicados, a turma do fundão, os que esquecem as apostilas em casa... As vezes me dá uns flashbacks e me vejo na escola onde estudei. Lembro-me dos meus queridos professores e de muitos episódios que marcaram de maneira profunda na minha memória.
As vezes fico rindo sozinho quando lembro das típicas perguntas que os alunos fazem:
"...é para copiar? vai cair na prova? vale ponto? é para resolver tudo?..."
Escola brasileira no Japão é um desafio para a direção, para os pais e principalmente para os alunos. Somos brasileiros aprendendo coisas fundamentais do ensino acadêmico, mas estamos deslocados do nosso habitat natural: O Brasil. No caso da Escola Alegria de Saber, o material didático é muito bom. As apostilas do sistema COC são as mesmas usadas no Brasil e aliam o ensino de matérias elementares unindo assuntos atuais e de relevância social, como meio ambiente e vivência em sociedade. A escola é bem estruturada e as dependências são bem cuidadas. Confesso que me surpreendi com tudo, pois é tudo muito diferente daquela imagem distorcida que eu tinha das escolas brasileiras no Japão. O desafio é ensinar coisas do Brasil para brasileiros que vivem fora dele. Muitos alunos não estão por dentro do panorama sócio, político e econômico do Brasil e não entendem alguns conteúdos relacionados com atualidades e conhecimentos gerais. Por sorte, os professores são muito aplicados e estão acostumados com essa falta de conhecimento dos alunos e se desdobram em várias explicações que vão além do assunto abordado. Hoje não sei como anda o ensino no Brasil, mas na escola onde faço estágio, os alunos consideram os professores e a imagem deles ainda inspira respeito. Vejo os alunos se aplicando no sentido de somar pontos para a média através de trabalhos e preenchimento dos questionários das apostilas.
Meus professores tiveram influência direta nas questões de aquisição de conhecimento e no processo de amadurecimento da minha mentalidade. Hoje reconheço que a importância desses profissionais na sociedade influencia de maneira consistente a formação dos cidadãos que mais tarde sucederão os adultos de hoje que serão os idosos de amanhã. Vejo como missão e obrigação inserir na mente dos jovens que a educação é o caminho para a formação e capacitação dos futuros profissionais. É a forma que temos de escapar do círculo vicioso de nos tornarmos trabalhadores sem o estatus de uma profissão que gere segurança. Parabéns aos pais que incentivam seus filhos a estudar. Parabéns aos professores engajados na causa da Educação e finalmente, parabéns aos alunos que estão trilhando o difícil caminho do aprendizado e reescrevendo a sua própria história.
Escola brasileira no Japão é um desafio para a direção, para os pais e principalmente para os alunos. Somos brasileiros aprendendo coisas fundamentais do ensino acadêmico, mas estamos deslocados do nosso habitat natural: O Brasil. No caso da Escola Alegria de Saber, o material didático é muito bom. As apostilas do sistema COC são as mesmas usadas no Brasil e aliam o ensino de matérias elementares unindo assuntos atuais e de relevância social, como meio ambiente e vivência em sociedade. A escola é bem estruturada e as dependências são bem cuidadas. Confesso que me surpreendi com tudo, pois é tudo muito diferente daquela imagem distorcida que eu tinha das escolas brasileiras no Japão. O desafio é ensinar coisas do Brasil para brasileiros que vivem fora dele. Muitos alunos não estão por dentro do panorama sócio, político e econômico do Brasil e não entendem alguns conteúdos relacionados com atualidades e conhecimentos gerais. Por sorte, os professores são muito aplicados e estão acostumados com essa falta de conhecimento dos alunos e se desdobram em várias explicações que vão além do assunto abordado. Hoje não sei como anda o ensino no Brasil, mas na escola onde faço estágio, os alunos consideram os professores e a imagem deles ainda inspira respeito. Vejo os alunos se aplicando no sentido de somar pontos para a média através de trabalhos e preenchimento dos questionários das apostilas.
Meus professores tiveram influência direta nas questões de aquisição de conhecimento e no processo de amadurecimento da minha mentalidade. Hoje reconheço que a importância desses profissionais na sociedade influencia de maneira consistente a formação dos cidadãos que mais tarde sucederão os adultos de hoje que serão os idosos de amanhã. Vejo como missão e obrigação inserir na mente dos jovens que a educação é o caminho para a formação e capacitação dos futuros profissionais. É a forma que temos de escapar do círculo vicioso de nos tornarmos trabalhadores sem o estatus de uma profissão que gere segurança. Parabéns aos pais que incentivam seus filhos a estudar. Parabéns aos professores engajados na causa da Educação e finalmente, parabéns aos alunos que estão trilhando o difícil caminho do aprendizado e reescrevendo a sua própria história.
domingo, 15 de setembro de 2013
Não tomar uma atitude também é uma atitude!!!
Foto: Banco de Imagens do Google
Tenho observado o mundo e percebi que a evolução das coisas nos trouxe muitas facilidades e a vida foi se tornando mais fácil, ou pelo menos, menos difícil... A tecnologia, a globalização e a melhoria das coisas deixou o mundo mais pequeno e o volume gigantesco de informações se espalha pelo planeta de maneira vertiginosa.
Apesar de todas as mudanças, uma coisa é certa: O certo sempre vai ser certo e o errado sempre vai ser errado. Nesse caso não existe meio-termo...
Desde que me vi vivendo nesse mundo, sempre ouvi as pessoas pregando a Paz, o bom-senso, a bondade, a honestidade e por aí vai... Sempre ouvi dizer que no final, o Bem sempre triunfa... Apesar de todas as boas lições que eu e todo mundo recebemos, o mal sempre existiu... Sempre me deparei com pessoas dispostas a fazer o mal... A gente sempre ouve notícias de alguma maldade que foi feita...
Tenho a impressão de que com o advento da internet toda aquela maldade que muitas vezes não chegava aos nossos olhos e ouvidos, toda aquela sujeira e todo tipo de ações imundas cometidas por pessoas que se dizem seres humanos, ficaram mais evidentes. Os noticiários, os sites de notícias e até mesmo o Facebook tem escancarado aos nossos olhos o tamanho da maldade humana...
Só para começar, não entendo como pessoas podem ter tanta perversidade a ponto de enforcar animais indefesos e postar as fotos de tais maldades na internet como se fosse um ato digno de admiração. A inversão de valores chegou num ponto tão absurdo que é difícil imaginar que essas pessoas achem que esse tipo de atitude não seja certo... Aliás, todos nós que nos dizemos humanos temos a obrigação de saber e entender o conceito de certo e errado!!! A vida é feita de decisões... Muitas vezes somos obrigados a tomar uma decisão, e é aí que entra a importância de se ter uma noção profunda sobre o que é certo e o que é errado. Outro ponto importante é: a passividade também conta como atitude. Traduzindo: Não tomar uma atitude também é uma atitude!!!
Um fato que me chamou a atenção é a questão do combate ao bullyng nas escolas. Parece que esse problema tem diminuído consideravelmente, ao menos sob os olhares atentos do professores e monitores, mas é fora do ambiente escolar que as coisas acontecem.
Hoje os valentões e sua turma promovem verdadeiros shows de baixaria e humilhação. Espancam, humilham e causam feridas físicas, psicológicas e emocionais em suas vítimas. Enquanto isso vários celulares são usados para filmar e registrar esses atos bestiais intensificando ainda mais a humilhação da vítima. Uma multidão de estudantes assiste ao espetáculo bizarro passivamente. Parecem estar apreciando e se regozijando com o sofrimento alheio... As cenas são postadas na internet e servem como afirmação para essas pessoas de personalidade fraca.
Gente, cadê a turma do deixa-disso? Será que a Razão e o bom-senso morreram? Por que ninguém toma uma atitude???
A culpa é de todos!!! Dos pais que não souberam educar... Dos colegas que contribuem para que essa barbaridade aconteça, seja por omissão, seja por medo... Do governo que não investe na segurança... E finalmente de todo cidadão que passa e pensa: “Não é problema meu...”
Lembro de uma vez em que um amigo meu recebeu um elogio e respondeu com outro elogio... Ambos sorriram e uma terceira pessoa disse: “Vocês estão inspirados hoje!!!”
Guardo a frase que ele disse na memória até hoje:
“O mundo seria tão melhor se as pessoas ao invés de trocar agressões, trocassem gentilezas...”
Aprendi que a vida é feita de decisões. Tomar uma decisão é uma atitude... Não tomar uma decisão também é... Cabe a cada um de nós saber o que é certo fazer... Daí teremos que carregar na consciência as consequências dessas atitudes...
domingo, 8 de setembro de 2013
Reciclando a vida
Foto: Banco de imagens do Google
Bem amigos, como vocês podem perceber, andei meio sumido do blog. Desculpem-me aqueles que gostam das coisas que escrevo. Tenho recebido algumas queixas, mas tive um monte de contratempos que estou resolvendo da maneira que posso. Trabalho, faculdade, filho recém-nascido e mais um monte de coisas que aparecem sem a gente esperar. Vivendo no Japão as vezes tenho a impressão de que existem problemas que são mais difíceis de resolver por aqui...
De Maio para cá muita água já rolou e tenho que passar as minhas impressões neste blog.
No Brasil, as pessoas acordaram para as palhaçadas que os nossos políticos não se cansam de fazer e a gente aguentava calado. Bem, muita gente que achou que era só fogo de palha, acabou se precipitando e falando o que não devia. Na contra-mão do bom senso, muitas pessoas que gozavam de credibilidade acabaram se queimando na opinião pública. Pessoas do peso de Arnaldo Jabor e Rachel Sherazade, que na minha opinião são jornalistas que dão opiniões importantes para a massa ignorante. Talvez tenham errado, mas vejo que não devemos condená-los, visto que até o momento prestam um grande serviço ao jornalismo e a informação. É justamente da diversidade de ideias que nascem as opiniões racionais e consistentes.
Num grau um pouco mais baixo dos níveis intelectuais, outro que se queimou na opinião pública foi o Ronaldo “fenômeno”que defendendo as obras faraônicas dos estádios alegou que “não se faz copa do mundo sem estádios”... Num país onde o básico chega a ser um luxo, como a saúde, segurança, serviço social e saneamento, o uso de verbas tão altas é uma afronta contra todos aqueles que sofrem por causa das carências do país.
Outro que falou demais e quis fazer “graça”com humor negro, foi o “humorista” Léo Lins. Na época da tragédia do terremoto seguido de tsunami que destruiu uma parte da área costeira do nordeste do Japão, o referido indivíduo em seu “show” de comédia em pé fez várias piadas fazendo alusão e chacotas sobre a desgraça de tantas vidas que foram varridas do mapa. Que me desculpem os fãs desse indivíduo, mas para aqueles que quiserem tirar as próprias conclusões segue o vídeo do “show” infame:
Se alguém achar legal, poderá contratá-lo para animar o velório da vovózinha...
Ele ainda queria vir fazer comédia no Japão... Seria no mínimo antiético fazer chacota com o sofrimento dessas pessoas e depois querer vender ingressos para elas... Para ser mais brando, politicamente incorreto, eu diria.
Aqui no Japão tem gente que fala demais, destroem a vida dos outros, fazem fofocas e intrigas sem levar em consideração o resultado de suas maldades. Os exemplos que citei acima podem servir de convite à reflexão. Tanta gente de bem que andou quebrando a cara por falar sem pensar... Se tivessem ficado calados, ao menos naquele dia, talvez suas imagens estivessem intactas.
Teve gente que andou falando de mim pelas costas... Achou que a verdade nunca chegaria aos meus ouvidos. Com tamanha hipocrisia, ficou apregoando coisas sobre moral e tentando colocar o meu caráter em cheque. O Mestre dos mestres um dia disse: “Aquele que não tiver pecados que atire a primeira pedra” (João 8:7). Traduzindo para uma forma mais simples: SÓ ME ACUSE QUANDO A SUA VIDA FOR UM EXEMPLO!!!
A tentativa de jogar minha moral na lama quase teve sucesso. Causou-me muitos dissabores... Talvez algumas pessoas ainda acreditem nele, mas como disse Abrahan Lincoln:
A tentativa de jogar minha moral na lama quase teve sucesso. Causou-me muitos dissabores... Talvez algumas pessoas ainda acreditem nele, mas como disse Abrahan Lincoln:
"Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar a todas por todo o tempo."
Estou reciclando a minha vida e eliminando as coisas que me fazem mal. Pessoas que me fazem mal... E assim, a vida continua!!!
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