domingo, 6 de fevereiro de 2011

De volta ao Japão

Foto: Aeroporto internacional de Tokyo/Narita (Banco de imagens do Google)
Depois de um ano “de férias” no Brasil, finalmente volto ao país do Sol Nascente.
A Varig há anos já não faz mais esse trecho Brasil-Japão. A JAL (Japan Air Lines) parou de fazer esse trecho em Setembro do ano passado. Comprei as minhas passagens de ida e volta pela JAL e poderia voltar por outra compahia gratuitamente, mas resolovi levar minha sobrinha de onze anos para morar comigo no Japão. Então tive que comprar outras duas passagens. Atualmente temos as opções de ir via Europa: Via Londres, pela British Air Ways, por Frankfurt, pela Lufthansa e via Paris com Vôos conjugados da TAM e ANA. Tinham as opções via Estados Unidos, mas seria necessário tirar visto de trânsito, então descartei essa possibilidade. Haviam também os Vôos via Dubai. Fiz as cotações e optei por ir via Paris pelos Vôos TAM/ANA. Comprei as passagems na ALFAINTER, que foi a empresa que cuidou dos trâmites de Visto da minha sobrinha. Da ALFAINTER só tenho que falar bem, pois já é a segunda vez que uso seus serviços e sempre fui muito bem atendido e assistido no aeroporto. As bagagens foram bem etiquetadas, os formulários preenchidos e todas as explicações feitas para que eu pudesse ter uma boa viagem.
As vésperas da viagem, minha cabeça estava fervilhando de preocupação. Saí de casa com a sensação de que estava esquecendo de algo (como de fato esqueci). Minha sobrinha estava sob a minha responsabilidade e isso me deixava muito preocupado. Fomos para o aeroporto e encontramos algumas pessoas que foram se despedir da gente. Entramos no check-in lá pelas 20 horas. Entramos para o embarque lá pelas 22 horas. Decolamos de Guarulhos por volta das 23 horas. Minha sobrinha, marinheira de primeira viagem estava um pouco tensa. Deixei-a na janela para que ela pudesse curtir todos os detalhes dessa primeira viagem. Na verdade eu prefiro ficar na Janela, pois descanso melhor me recostando na parede na hora de dormir. Para quem não sabe, viajar de avião de classe econômica é a mesma coisa (ou pior) que viajar de ônibus. A poltrona se reclina pouco e a gente não dorme direito. De São Paulo a Paris foram 11 horas de vôo. Chegamos em Paris as 14 horas (horário local), mas nosso avião para Tokyo estava com saída prevista para as 19:55. Até chegar a hora, uma voltinha básica pelo aeroporto foi legal. Levei Euros para alguma eventualidade. Ficamos com fome, mas não achamos nenhum MC DONALD `S por lá... Já pensou na especialidade: MC SCARGOT COM FRITAS E REFRIGERANTE!!! Conhecemos algumas brasileiras que estavam indo para o Japão. Conversamos animadamente, o que ajudou o tempo a passar de maneira agradável. Minha sobrinha já fez algumas novas amizades, trocou MSN como eles dizem e embarcamos novamente. Vôo ANA com destino a Tokyo. O serviço de bordo deles é muito bom e as comissárias são muito educadas. Minha sobrinha a essa altura já mais familiarizada e tranquila com a viagem. Foram mais 12 horas de vôo. Ainda bem que dentro do avião tem vídeo game, canal de música, canal de entretenimento e cinema. Chegando em Tokyo só o bagaço, restava enfrentar os trâmites de entrada no Japão. Depois fomos para o embarque doméstico pegar o avião rumo a Nagoya. Foram mais 1:10 dentro de um avião. Ao chegar no Japão, tem-se a impressão de que todo o sofrimento da viagem fica para trás. Minha sobrinha está maravilhada com este país. Hoje, uma semana depois da minha volta, ainda tenho a sensação de que estou meio deslocado. Fui comer no Sukiya e o meu favorito (Okura-gyudon) não estava no cardápio. Neste um ano, parece que o Japão não mudou muita coisa, pelo menos não visualmente. Ainda carrego as doces lembranças das minhas férias, mas logo, logo a moleza acaba, rsrsrs. Inicia-se agora uma nova fase de muito trabalho e luta em minha vida. Meu carro que está meio malhado, ficou parado neste um ano e precisa de uma série de revisões. Achei melhor me desfazer dele e comprar um mais modesto. No Japão, um carro esportivo gera uma despesa muito alta com impostos, manutenção e combustível. Para os próximos anos de minha vida, vou ter que me conformar com um carro mais comum.
Um ano fora e acumulou-se muita coisa para eu resolver. Nem sei de onde começo, mas vou indo aos poucos. Uma hora eu consigo deixar tudo resolvido, então será hora de voltar ao Brasil para resolver os problemas que aparecerão por lá devido a minha ausência.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A dor do Adeus


Foto: Banco de imagens do Google
Quando cheguei no Brasil experimentei aquela sensação extrema de Felicidade. Rever aquelas pessoas que há muito tempo não via. Essa sensação de Felicidade é muito grande. A sensação de dor que senti ao dar adeus para as pessoas amadas foi proporcionalmente intensa. No período de um ano vivi muitas coisas no Brasil... Fui assaltado uma vez, viajei bastante, bati o carro duas vezes (numa vez um motoqueiro bateu na minha porta esquerda tentando me ultrapassar dentro de uma rotatória e noutra vez, o carro escorregou numa curva num dia chuvoso e bati no guard-rail), renovei o passaporte, renovei minha carteira de motorista do Brasil, tirei passaporte e visto para minha sobrinha Flávia, aprendi a emitir a nota fiscal eletrônica, comecei a pedir a nota fiscal paulista, votei no Serra, li muitos livros, fui no cinema várias vezes, fotografei muitas coisas, critiquei e elogiei as coisas do Brasil, fumei charuto até enjoar, bebi whiski com Red Bull, fiz fogueira para comer batata-doce e milho assado, perdi alguns amigos e ganhei dezenas de outros tantos, comi pamonha, pastel de feira, feijoada, feijão tropeiro, churrasco, pão francês fresco e crocante, frango assado, maionese e carne de panela... Enfim, quase tudo que tinha direito.
Não fui muito a praia, mas pude desfrutar da visão maravilhosa das lindas mulheres brasileiras desfilando nas calçadas da cidade.
De tudo que vivenciei nesse período de um ano, estar próximo da Denise foi para mim o mais importante. A dor da partida e do adeus foi igualmente tamanha a intensidade da Alegria do reencontro. Resta-me agora lutar por mais alguns anos e esperar uma nova oportunidade de voltar ao Brasil.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Meu novo livro


Foi no ano de 2000 que comecei a escrever "Obake-O Japão Mal-Assombrado." Naquela época, eu e alguns amigos nos reuníamos nos intervalos do trabalho e conversávamos sobre diversas coisas. Quando estávamos de Yakin (horário noturno), sempre falávamos sobre casos fantásticos que alguém do grupo, ou alguma pessoa próxima teria vivido. Brasileiros e japoneses sempre têm alguma estória interessante para contar. Com base nos vários depoimentos que ouvi desses amigos, comecei a fazer anotações, o que resultou no livro que está nascendo agora em Fevereiro. Comecei a divulgá-lo entre meus amigos, no Orkut, MSN e para minha surpresa, recebi várias manifestações de carinho e apoio neste projeto. Já tenho vários pedidos de reserva, mas preciso divulgá-lo ainda mais. Muitos dos meus amigos que moram no Brasil têm certa curiosidade sobre o cotidiano no Japão. Os relatos mostram japoneses e brasileiros em seu dia-a-dia na dura rotina das fábricas e seu inusitado contato com as assombrações no País do Sol Nascente. O livro estará disponível tanto no Brasil, quanto no Japão e poderá ser adquirido através de pedidos pelo meu scrap no Orkut, ou pelo e-mail: nippong160@hotmail.com ao preço de R$ 21,00 ou ¥1.200.
Quero agradecer todas as manifestações de carinho e também, já de antemão agradecer as pessoas pelo interesse e prestígio pelo meu trabalho.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano novo!!!

Foto: Denis Nishimura A Passagem de ano no Brasil para um nikkei que vive mais no Japão é algo muito especial. Nós nikkeis, apesar de vivermos de ambos os lados estaremos condenados a nunca nos sentirmos plenamente felizes. As festas de fim de ano são uma oportunidade de descanso e confraternização entre amigos e parentes, mas o que fazer quando metade das nossas relações mais queridas estão no Japão e a outra metade no Brasil? Difícil responder...
No ano de 2010 passei o Natal com minha filha que mora no Brasil. Para mim é um momento único, já que só posso me encontrar com ela nas raras oportunidades em que viajo para cá. O Ano Novo também passamos juntos e foi muito bom... Para mim, os fogos, a música e a comilança estão em segundo plano... O mais importante é a chance de estar junto de quem amamos. Esse ritual de abraçar e beijar as pessoas queridas, para um nikkei tem um significado muito mais profundo. Sei que daqui a uns dias estarei voltando para o Japão e trabalharei lá por mais alguns anos. Sei que esse "simples" ato de estar junto de quem amo já não estará ao meu alcance... Essa metade das pessoas que amo vai ficar no Brasil. Em contrapartida, outras pessoas que estimamos e amamos estarão nos esperando no Japão. Quisera eu que todas as pessoas que amo estivessem sempre perto de mim...
Hoje minha amada filha está com 14 anos. Em maio deste ano ela completa 15... Quando eu voltar do Japão novamente ela estará com seus 17, ou 18 anos.
Tem uma frase do Renato Russo que diz: " É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, pois se você parar para pensar, na verdade não há..." Essa grande verdade sempre bate duro no meu coração.
Sei que o carinho e a oportunidade de viver esses momentos felizes não tem preço, mas também sei que o caminho que escolhi, no momento é a forma mais viável de concretizar meus objetivos e proporcionar para mim e para minha família um futuro mais seguro e confortável.
O que espero do da vida? A chance de lutar e conquistar estabilidade financeira. Tudo isso somado a saúde, Paz e Felicidade. É o que desejo para mim e é o que desejo para todas as pessoas que estão ao meu redor.
Que venha então 2011!!! Coroado de Bençãos, e Realizações!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Papai Noel dos trópicos

Desenho: Banco de imagens do Google
A lenda do Papai Noel todo mundo está careca de saber. Teve origem no hemisfério norte, onde Dezembro faz o maior frio. Lá atrás, a Coca-cola lançou um Papai Noel vestido de vermelho (até então as roupas do "bom velhinho" eram de outra cor). Uma jogada de marketing para fazer propaganda da marca e vender refrigerantes. Todo mundo sabe que a Coca-cola é um dos grandes ícones do capitalismo e sob sua influência muitas campanhas publicitárias foram veiculadas. Não é a toa que a imagem do Papai Noel se manteve intacta desde aquela época até os dias de hoje. Na contra-mão do bom-senso, o Papai Noel dos trópicos também veste aquela roupa vermelha de veludo, com gola e mangas de pêlo. Sem citar as botas... Coitados daqueles senhores gordinhos que fazem "bico" de Papai Noel no final do ano. No escaldante verão brasileiro, sob altas temperaturas, o infeliz está lá nas portas do comércio, longas horas de pé, balançando um sininho. Simula um sorriso sofrido e soltando aquele famigerado "ho ho ho" para as crianças. Quando a barba é natural, o desconforto com o calor fica intenso, mas é com a barba postiça que o PN sofre mais. Imagina aquele troço feito de algodão, ou sei lá o quê, amarrado com barbante, ou preso por um elástico apertando o rosto... Na parte da tarde o suplício é ainda maior... O PN vai almoçar. Descansa um pouco e volta a encenar o papel de bom velhinho. A feijoada, ou qualquer coisa mais pesada que tenha comido começa a fazer digestão. Há uma tendência a produção de gases intestinais e o velho gorducho começa a espremer a bunda para não peidar (ou fazer coisa pior) na frente das crianças. O suor começa a escorrer pelas costas e pelo rego indo parar nos fundilhos da cueca...
A empresa responsável pelos refrigerantes Dolly está veiculando uma propaganda com um Papai Noel vestido de verde. Achei meio esquisito, pois, desde que me conheço por gente, sempre mentalizei o Papai Noel vestido de vermelho, como a Coca-cola nos concebeu. Apesar de não aceitar muito um Papai Noel que não seja vermelho, ainda assim, achei a iniciativa da Dolly ousada e positiva, visto que ninguém ainda tinha se atrevido a fazer alguma alteração na sua imagem. Para nós brasileiros, a modificação que deveria ser feita seria uma espécie de "tropicalização" da indumentária do velho gorducho. Ainda que vermelho, mas com um tecido mais fresco e arejado.
Não venham me chamar de revolucionário, ou cruel... Aliás, cruel é fazer essa horda de coitados usarem gorro e grossos casacos e botas no calor do verão brasileiro.
Papai Noel de Shopping não sofre tanto, pois está sempre no conforto do ar-condicionado, mas Papai Noel de rua, aff... "PelamordeDeus", esses sofrem mais do que amendoim na boca de banguela.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Clima de Fim de Ano

Foto: Banco de imagens do Google Quando eu era criança, apesar das dificuldades, a gente sempre comemorava o Natal e Ano Novo em reuniões familiares. Os amigos da gente vinham passar as festas conosco e havia um clima diferente no ar. As dificuldades financeiras eram muitas, mas no fim de ano fazíamos pratos especiais, assados e saladas de maionese. Refrigerante era um luxo. Frango assado e churrasco também... Não ganhávamos presentes, mas estávamos felizes de alguma maneira. O final do ano proporcionava essa breve fase de Felicidade. Lembro-me de que quando findava Outubro e iniciava Novembro, as escolas já anunciavam as últimas provas do ano. Logo chegariam as férias. Logo chegariam as festas. A Rede Globo transmitia a tradicional vinheta de fim de Ano com aquela musiquinha:"Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou..." Dava uma alegria interna como se fosse uma espécie de nirvana. O comércio decorava suas fachadas e vitrines com temas natalinos anunciando a proximidade do fim do ano. Apesar de todas as dificuldades, as vezes sinto como se essa época em especial fosse a única forma de me sentir Feliz. Guardo no coração as lembranças doces de todas as reuniões familiares que tivemos. Nessa época cessavam as implicâncias que meu pai tinha sobre mim. Havia uma certa harmonia entre eu e meus irmãos, então eu pensava: "As coisas poderiam ser sempre assim!" Nós parecíamos uma autêntica família. Apesar desses pensamentos, eu procurava afastar a certeza de que depois das festas a minha vida voltaria a ser o sofrimento de antes.
Com o passar do tempo nós crescemos. Os filhos sairam de casa, minha mãe faleceu, meu padrasto casou novamente e nunca mais senti aquela sensação de felicidade natalina outra vez.
As pessoas com as quais convivi depois, não valorizavam as festas de fim de ano e o clima de Natal e de ano novo se apagaram dentro de mim.
Espero um dia poder reacender essa chama que foi apagada a muitos anos atrás e viver novamente esse espírito de confraternização. Espero que uma vez acesa essa chama, que ela nunca mais se apague. Quero fazer isso não só por mim, mas por todos aqueles que vivem comigo. Para que compartilhemos juntos essa maravilhosa sensação de Felicidade, afinal, são só essas coisas que poderemos levar da vida.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A contradição nossa de cada dia

Foto: Banco de imagens do Google
A contradição existe em todos os lugares, mas tenho a impressão de que ela é muito gritante no Brasil. Pergunte a um estrangeiro qual a sua impressão do Brasil e em linhas gerais, ele responderá: "É um belo país, mas com gente extremamente rica num lado e com gente extremamente pobre do outro." Tais contradições podem ser vistas nas injustiças sociais, na política e nas situações mais corriqueiras do nosso cotidiano.
Por exemplo, quando há excesso no procedimento policial, vemos que os homens que são treinados e pagos para proteger a sociedade, muitas vezes fazem o papel inverso, tornando-se nossos algozes. Vejo a população temer a polícia. Por causa dos ladrões e bandidos, vivemos cercados por grades, quando deveríamos saber o verdadeiro sentido da palavra liberdade.
Já na antiguidade, a bíblia (bíblia com letra minúscula mesmo) nos narra conflitos e derramamentos de sangue "ordenados por Deus" e em nome desse deus os homens tomaram em suas mãos a liberdade de matar. (em ÊXODO 20:13 Deus dita o mandamento proibindo os homens de se matarem)
A lei do silêncio para quem não sabe vai das 22 horas até as 6 da manhã, isto é, se não a prolongaram até as 8 da manhã. No Bairro onde moro, tem noites de Quinta, Sexta, Sábado e Domingo que parece que estou numa Rave. O som é tão intenso que a minha janela de alumínio vibra. Não consigo nem assistir televisão.
Falando em contradição, tem muita propaganda na televisão mostrando uma família feliz e saudável, consumindo frituras. Uma famosa marca de Fastfood mostra pessoas saudáveis e alegres consumindo seus produtos. As mulheres maravilhosas das propagandas de cerveja nem de longe lembram os gordinhos bebedores de cerveja da vida real.
Quer ver situação terrível é quando você chega numa repartição pública, espera longas horas numa fila, escuta abobrinhas por todo lado, é um empurra-empurra, um espreme-espreme e quando chega a sua vez, você é mal atendido pelo funcionário de má-vontade... Na parede em lugar bem visível percebe-se um cartaz com os dizeres: "Artigo 331 do Código Penal: Desacatar funcionário público no exercício da função, ou em razão dela. Pena: Detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa."
Ainda na linha de discussão sobre as contradições que presenciamos, alguém já notou que os DVDs piratas vem com as mensagens: "Não compre DVD pirata" e "pirataria é crime", hahaha!!!Ainda me lembro que quando começou a onda do vale-tudo, tinha um cara que usava uma camisa com os dizeres: "atleta de Cristo" e ele era extremamente violento. Subia no ringue e surrava seus oponentes chegando a sangrá-los, coisa típica desse "esporte". Atleta de Cristo...Essa foi boa...
Vejo muita gente dizendo que anda passando necessidade. Dizem que não tem nem para comer, mas esses mesmos vivem com um cigarro aceso entre os dedos. Alguns, vez ou outra são vistos embriagados. Fico com pena, mas não consigo deixar de pensar que o dinheiro do cigarro e da pinga poderia servir para comprar um sanduíche, ou um litro de leite.
Como os gringos dizem, nosso país é um país de grandes desigualdades. Vejos as Petshops se multiplicando por aí. No Brasil onde muitas crianças passam fome, cães, gatos e periquitos comem ração balanceada. Xampu para cabelos custa 7 reais, enquanto xampu de cachorro custa 15 reais...
Não se admire se depois que você se formar, as empresas exigirem algum tempo de experiência. Oras, que contradição!!! Se nenhuma empresa te der uma chance de praticar seu ofício, de onde virá sua experiência???