sábado, 6 de novembro de 2010

Estresse

Foto: Banco de imagens do Google Bem... Estamos cansados de saber que as pessoas vivem uma vida atribulada e blá blá blá...

Estamos carecas de saber que o estresse faz mal para a saúde do corpo, da mente e do espírito, mas ainda tem muita gente perdendo o equilíbrio por coisas fúteis. Tem muita gente que vive em constante estado de nervosismo, chegando muito próximo de um legítimo ataque de nervos. Atribuo, em muitos dos casos, tamanho estresse aos seguintes fatores:

  • Em primeiro lugar, ignorância (no sentido literal da palavra). Desconhecedores das regras de boa vivência em sociedade, a maioria só pensa no próprio bem-estar.
  • Egoísmo. Como disse na linha acima, quem só pensa em si mesmo causa grandes transtornos para as pessoas a sua volta, gerando dissabores e estragando o dia dos outros e o seu dia mesmo...
  • Cansaço. Não bastassem todos os fatores mencionados, a sociedade moderna convive com o cansaço de múltiplas obrigações com o trabalho, e outros compromissos que nos desgastam e nos fazem ficar impacientes.
  • Inflexibilidade. Numa situação de divergência de opiniões, muitas vezes não vale a pena discutir por coisas que não acrescentarão nada. As vezes é melhor contornar a situação, fingir que não ouviu um comentário maldoso, ou ofensa, do que perder horas discutindo, ou fazendo um boletim de ocorrência numa delegacia. Isso não quer dizer que a gente tenha que ser bobo, mas evitar um conflito verbal, ou pior, uma agressão física faz com que evitemos muita dor de cabeça.

Dia desses, estava eu num supermercado para comprar duas peças de mussarela. Bem... As filas dos caixas estavam "quilométricas"quando achei as benditas peças de mussarela. Entrei numa das filas, onde tinha gente de tudo quanto é jeito: Adultos, famílias com crianças, adolescentes... Depois de uns quarenta minutos, quando já estava me aproximando do caixa, vi uma atendente dizendo para um cliente que aquela fila era preferencial para idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo. O cliente, por sua vez "armou o maior barraco." Naquele momento eu enxerguei a minúscula placa afixada em cima do caixa dizendo que alí era somente para atendimento preferencial. No momento em que entrei na fila, não tinha percebido esse fato, mas olhei para trás e as pessoas que estavam na mesma fila não "arredaram" o pé. Eu, por minha vez, apesar de estar errado, já tinha esperado tanto que não me animaria a mudar de fila... Eu só sairia, se as pessoas que esperaram tanto tempo, como eu, também saíssem... De certa forma, me vi numa posição incômoda por estar alí, mas também me sentia injustiçado, pois além da espera, eu entrara por engano na fila preferencial, como todas as dezenas de pessoas que estavam ali.

A solução encontrada foi deixar passar na frente as poucas pessoas que tinham crianças de colo, as gestantes e os idosos, que aliás não vi nenhum. Sentindo um pouco de vergonha por estar alí, me desculpei com a funcionária, que estava bem nervosa. Expliquei-lhe que eu não havia notado a plaquinha lá do final da fila. Acho que o estabelecimento também tem uma parcela de culpa, pois a visualização das benditas plaquinhas não era muito fácil. Depois de um tempão decorrido, eu saí do tal mercado levando as mussarelas da discórdia para casa. Pena que o nível de estresse estava tão alto no mercado que quando saí, tinha um sujeito fazendo o maior "auê" com os seguranças.

Adoro o meu país, mas tem coisas que ainda me chocam um pouco.

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