sábado, 2 de outubro de 2010

Cena Urbana


Foto: Banco de imagens do Google
Os motoqueiros são uma poderosa ferramenta para as empresas que precisam de mensageiros rápidos e eficientes, ainda mais quando se leva em conta que tempo é dinheiro. Assim como os transportadores em geral, eles movimentam o país levando documentos e encomendas de pequeno porte. Ases do volante, ou melhor, do guidão, esses trabalhadores saem diariamente para a sua luta do dia-a-dia. Acredito que a maioria faz parte de uma nobre casta de "cavaleiros sobre rodas" que estão lutando pela sobrevivência. Na contramão do bom-senso porém, jogam-se com displiscência com suas motos nas avenidas e estradas aparentado um total desamor pela própria vida. Estressados e impacientes, eles por vezes não toleram um carro mudando de mão sem fazer gestos agressivos e sem buzinar freneticamente com aquelas buzinas irritantes. Temos que ver as partes (condutores de automóveis e motoqueiros), antes de tomar partido. Na grande maioria das vezes, a grande vítima é o motoqueiro, que leva desvantagem pois num acidente envolvendo carro e moto, o motoqueiro sai invariavelmente machucado. O apelido de "cachorro louco" parece que faz jus a fama desses cavaleiros do asfalto.
Quero frisar que não tenho nada contra a classe, mas contra as coisas erradas que vejo por aí...
Certo dia, na Marginal Tietê, um motoboy fez uma "graça" no trânsito, "driblou'' vários carros fazendo um zigue-zague e perdeu o controle indo bater na lateral de um Celta que ia na minha frente. Pisca alerta ligado, porta lateral amassada e motoqueiro caído. Em menos de cinco minutos havia uma roda de motoqueiros alí. Uns ajudavam o "companheiro" a se levantar, outros tapavam a placa da moto para o motorista do Celta não vizualizar... Juntou uma verdadeira horda de motoqueiros que ameaçava surrar o motorista do Celta. Uns diziam: "Vaza, vaza que a gente segura ele!" Enquanto o pobre do motorista estava cercado de cachorros loucos, o motoqueiro e a moto que amassou seu carro fugiam sem prestar contas do ocorrido.
Bem... Se o motorista do Celta tinha seguro, vai desembolsar uns seissentos reais para pagar a franquia e arrumar o carro. Se não tinha seguro, vai amargar um prejuízo causado pela irresponsabilidade de um e assinado pela prepotência de vários. Acho que a classe tem que ser unida, mas deve defender causas e motivos justos. No caso ocorrido, houve uma grande injustiça e penso que cada um daqueles motoqueiros "solidários" devia sentir um pouco de vergonha, pois denegriram a imagem da classe com essa atitude.

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