domingo, 10 de outubro de 2010

Reflexões para o próximo dia 12 de Outubro

Foto: Banco de imagens do Google

Todo dia 12 de Outubro é a mesma coisa... O comércio enfatiza o dia da criança, os católicos reafirmam sua fé na padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida... Tem aqueles que não tem maiores compromissos, viajam para algum lugar... Alguns evangélicos usam a data para atacar a fé católica... Muita gente vai folgar quatro dias: Sábado, Domingo, enforcam a Segunda e voltam a folgar na Terça que já é feriado.
Num país como o nosso, que ascende dia a dia no patamar econômico (o que NÃO é mérito do PT e nem do governo Lula e sim do processo de desenvolvimento que o país atravessa), ainda é alarmante a quantidade de pessoas que ainda vivem em condições de extrema pobreza. Nesse contexto, as crianças são as maiores vítimas dos efeitos devastadores do quadro no qual estão inseridas. O quadro de miséria no qual vivem, deixam-nas totalmente vulneráveis aos mais diversos males: Doenças, drogas, crime, violência...
Muitas crianças são simplesmente abandonadas pelos pais, vivendo nas ruas e fazendo a "escola" do crime. Outras, são produzidas dentro de lares desestruturados, com pais sem formação e pouco esclarecimento. Cada dia na vida dessas crianças é um desafio de sobrevivência, fome, medo, incerteza e humilhação. O mundo lhes parece injusto, pois muitos desperdiçam as coisas das quais eles carecem. As vezes me lembro de uma frase que me soa até hoje na memória: "O inferno e o Paraíso é aqui." Tudo depende de como vivemos.
O governo pode e deve fazer mais coisas no sentido de proporcionar um futuro mais digno para as pessoas. Começando pelos milhões de reais que são desperdiçados e desviados, muitos projetos sociais poderiam ser implementados. A iniciativa privada também deveria ser convocada a ajudar em troca de alívio na carga tributária, entre outros benefícios.
Existe um ciclo vicioso que parece um câncer social, onde os investimentos não tem retorno imediato. Esse ciclo começa na injustiça social, onde as crianças, filhos de pais carentes, não encontram chances de inserção na sociedade, vivendo à sua margem. Não tem chance de adquirir conhecimento, pois não são estimulados a valorizar os estudos, consequentemente, não adquirem formação. Nesse processo, a medida em que o tempo passa, fica mais difícil conseguir um trabalho estável. A partir daí, muitos optam por adentrar na vida do crime. Não que a pobreza seja motivo justificável para as pessoas desrespeitarem as leis, mas a sua condição, por vezes o induz ao caminho "mais fácil."
Há de se dar condições para as crianças estudarem. Há de se direcionar os jovens a se prepararem para o mercado de trabalho. Há de se incentivar o empresariado a abrir suas portas e oferecer mais postos de trabalho estável. Aqui entra o novo conceito do ganha-ganha, ou seja, para o empresário ganhar, o governo, ou os trabalhadores não devem necessariamente sair perdendo. Todos podem e devem ser beneficiados. Existe uma espécie de cabo-de-guerra, um jogo absurdo de interesses, que na verdade deveria ser um regime de cooperação entre o empresariado e o governo. As estatais e a iniciativa privada geram riquezas e capital, mas parece que tudo é voltado para o benefício de poucos. O Brasil é um dos países de maior potencial de econômico, mas precisamos arrumar a casa. Precisamos extirpar a corrupção sumária e severamente. Precisamos eleger indivíduos bem intencionados, capazes e com vontade política. Só assim conseguiremos amenizar os problemas sociais deste país.
Há de se quebrar esse ciclo vicioso para que os resultados já sejam visíveis na próxima geração. Então, cuidemos das crianças de hoje, pois elas serão os cidadãos de amanhã.

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